Retrospectiva 2014 – Melhores jogos

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Para fechar ano, nada melhor que uma retrospectiva com os jogos mais fantásticos e emocionantes nos esportes americanos em 2014, certo? Serão dois jogos destacados por liga, com um breve resumo com dois parágrafos e vídeo sobre a partida. Essa foi uma escolha pessoal. Então, se não concordarem e tiverem um jogo que marcou mais o ano é só dizer nos comentários.

PS: Alguns jogos de 2013 estão na lista, pois conta a temporada passada de algumas ligas, como NBA e NFL.

NBA

Toronto Raptors 118 x 119 Oklahoma City Thunder – 21/3/2014

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Pra começar essa série de jogos espetaculares nos esportes americanos, começamos com uma partida que foi simplesmente dominada por um jogador: Kevin Durant. Com direito a bola de três pra vencer o jogo na segunda prorrogação, o ala do Thunder marcou 51 pontos, ajudando sua equipe a vencer por 119 a 118. 

Foi uma partida bem equilibrada do início ao fim. DeMar DeRozan tomava conta do ataque de Toronto, tanto que terminou a partida com 33 pontos, além de 8 rebotes. Westbrook jogou apenas 19 minutos, o que deixou toda a responsabilidade do jogo em Durant, que não decepcionou. Uma partida com duas prorrogações e decidida no final por apenas um ponto, tinha que estar nos melhores jogos de 2014 na NBA.

 

Portland Trail Blazers 99 x 98 Houston Rockets – 2/5/2014 – Jogo 6 da primeira rodada dos Playoffs do Oeste

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Essa partida eu estava assistindo ao vivo e me perguntei: “Como você fez isso, Damian Lillard?”. Sim, o garoto que surpreendeu a todos em sua temporada de calouro, foi simplesmente fantástico e decisivo no duelo. Além de ser decisivo, Lillard contribuiu com 25 pontos, sendo o segundo cestinha da equipe, atrás apenas de LaMarcus Aldridge, que anotou 30 pontos, além de pegar 13 rebotes.

Playoffs é Playoffs. A maioria dos jogos são bem equilibrados e decididos por uma pequena margem de erro. Rockets e Blazers fizeram uma grande série, que foi decidida por essa bola espírita de Lillard, que com certeza estará no livro de melhores jogadas da carreira dele. A bola foi muito importante, pois levaria a série de volta pra Houston se ele não tivesse acertado. O garoto é muito clutch.

Menções honrosas

Golden State Warriors 110 x 111 Miami Heat – 12/2/2014 (Game-Winner de LeBron James)

Oklahoma City Thunder 113 x 112 Golden State Warriors – 29/11/2013 (Game-Winner de Russell Westbrook)

 

NFL

Indianapolis Colts 45 x 44 Kansas City Chiefs – 4/1/2014 – Wild Card da AFC

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Essa foi, provavelmente, um dos maiores comebacks da história dos Playoffs da NFL. Após estar perdendo por 31 a 10 indo pro intervalo, contra uma das melhores defesas da NFL, o Indianapolis Colts, liderado por Andrew Luck, conseguiu uma virada simplesmente sensacional e venceu a partida.

Kansas City Chiefs foi uma das gratas surpresas da temporada, chegando aos Playoffs quando poucos esperavam, com uma forte defesa e ataque eficiente liderado por Alex Smith. Após abrirem uma grande vantagem até o Q3, os Chiefs meio que “cochilaram” na partida e Andrew Luck liderou a virada épica para a franquia de Indiana. Sem dúvida uma partida memorável.

 

Dallas Cowboys 48 x 51 Denver Broncos – 6/10/2013

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Defesa? Nada disso. Quem assistiu a esse grande duelo viu dois ataques simplesmente poderosos, liderados por dois QBs de elite. Peyton Manning levou a melhor sobre Tony Romo, mas o QB dos Cowboys teve uma atuação simplesmente absurda. Melhor que a de Peyton, só que um TD corrido dos Broncos deu a vitória a equipe de Denver. 

506 jardas, 5 TDs e 1 interceptação. Essa foi a atuação de Tony Romo, enquanto Peyton Manning 414 jardas, 4 TDs passados, 1 TD corrido (!!!!) e uma interceptação. Foi uma partida pra ser lembrada, decidida nos minutos finais, como todo jogão. Abaixo veja o GIF do TD corrido de Peyton Manning!

Hank-Conger

Menção honrosa

Seattle Seahawks 23 x 17 San Francisco 49ers – 19/1/2014 – Final da NFC

New England Patriots 34 x 31 Denver Broncos – 24/11/2013 – Comeback de 24 pontos contra os Patriots e a virada

 

MLB

Kansas City Royals 9 x 8 Oakland A’s – 30/9/2014 – Wild Card da AL

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Esse foi o primeiro jogo da pós-temporada da MLB em 2014. Essa partida mostrou um pouco do que iria por vir nos Playoffs da MLB. Royals, uma das surpresas agradáveis da temporada, contra um A’s que era um dos favoritos até a metade da temporada, mas que foi caindo de produção. O resultado? Um jogo simplesmente memorável, decidido na 12ª entrada.

Esperava-se um duelo entre os arremessadores, até porque o ataque dos Royals era um dos piores dos times classificados aos Playoffs, e do A’s vinha em má fase. A primeira entrada até deu amostra disso, mas depois vieram várias corridas. James Shields sofreu 4 corridas em 5 entradas jogadas e saiu com um péssimo jogo. Jon Lester jogou até mais entradas, mas sofreu 6 corridas. Com o jogo nas entradas extras, Salvador Perez conseguiu um walk-off single que deu a vitória heroica aos Royals.

 

Los Angeles Dodgers 8 x 0 Colorado Rockies – 18/6/2014 – No-Hitter de Clayton Kershaw

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No-Hitter de Clayton Kershaw. Sim, isso foi um No No, mas por muito pouco não foi um Jogo Perfeito, tudo por causa de um erro infantil de Hanley Ramirez, que lançou com uma displicência gigante para a primeira base, e acabou acarretando em um erro. Mas o primeiro No No da carreira desse monstro de apenas 26 anos foi simplesmente fantástico. Foi uma das atuações mais dominantes que já vi.

9 entradas, nenhuma rebatida cedida, nenhuma corrida cedida, nenhum walk cedido e incríveis 15 strikeouts. Essa foi a atuação fantástica de Kershaw contra o forte ataque dos Rockies. O ataque anotou 8 corridas, mas nem foi mencionado na partida direito. Todos queriam ver até onde Kershaw conseguiria ir com o No-Hitter, e valeu muito a pena.

 

Menção mais que honrosa

NY Yankees 6 x 5 Baltimore Orioles – 25/9/2014 – Último jogo de Derek Jeter no Yankee Stadium

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Esse foi, sem dúvida, um dos melhores jogos que já vi em esportes. Além de ser a despedida do moço acima, foi um jogo decidido na última, por walk-off e por quem? SIM, DEREK JETER. Foi o roteiro perfeito para a despedida de Jeter. Yankee Stadium lotado, jogo emocionante e essa rebatida da vitória. Aos que não viram, deixo aqui o texto que fiz para agradecer tudo de Derek Jeter fez ao esporte.

Menções honrosas

Washington Nationals 1 x 2 San Francisco Giants – 4/10/2014 – Jogo 2 das semifinais da NL – Jogo de 18 entradas (Mais longo da história dos Playoffs)

Washington Nationals 1 x 0 Miami Marlins – 28/9/2014 – No-Hitter de Jordan Zimmermann

 

NHL

Los Angeles Kings 3 x 2 New York Rangers – 13/6/2014 – Jogo 5 das finais da Stanley Cup

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Sabem aquele jogo que te arrepia do início ao fim? Bom, Los Angeles Kings New York Rangers protagonizaram uma grande batalha no Jogo 5 das finais da Stanley Cup. Era uma partida decisiva para os Rangers, que se perdessem não teriam mais chances de título. Para os Kings, que viam com um moral após conseguirem um incrível comeback de 3-0 contra o San Jose Sharks, era o jogo para fechar a série e vencer o título em casa, o que seria seu segundo nos últimos três anos. E eles conseguiram.

Foi um jogo simplesmente fantástico. Os Rangers jogavam muito bem contra o a ótima equipe de Dustin BrownJonathan Quick Drew Doughty, tanto que levaram a decisão para a prorrogação. Mas com um gol de Alec Martinez, os Kings venceram e se sagraram campeões da Stanley Cup.

 

Chicago Blackhawks 4 x 5 Los Angeles Kings – 1/6/2014 – Jogo 7 da final do Oeste

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Bom, provavelmente esse foi o MELHOR JOGO da NHL em 2014. Duas das melhores equipes da NHL não só na temporada, mas nos últimos anos se enfrentaram em um duelo extremamente aguardado. De um lado Patrick Kane e cia contra o grande conjunto dos Kings e deu no que deu: Uma partida memorável.

Mesmo com dois gols de Patrick Sharp, os Blackhawks foram derrotados com um gol de quem? Sim, Alec Martínez! Mas o principal destaque da partida pelos Kings foi o capitão Dustin Brown, que deu duas assistências e foi fundamental para a vitória e classificação da equipe de Los Angeles a final da Stanley Cup.

Menção honrosa

Colorado Avalanche 4 x 5 Minnesota Wild – 30/4/2014 – Jogo 7 da primeira rodada dos Playoffs do Oeste

Toronto Maple Leafs 3 x 2 Detroit Red Wings (SO) – 1/1/2014 – Winter Classic

 

MLS

Los Angeles Galaxy 2 x 1 New England Revolution – 7/12/2014 – Final da MLS Cup (Última partida de Landon Donovan)

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O jogo em si já se mostrava especial por tudo que o rondava. Última partida de Landon Donovan e a grande final da MLS. No final, tudo se encaminhou para uma vitória suada do Galaxy, que era o dono da casa na ocasião. Foi uma partida de tirar o fôlego, muito mais pela emoção, do que pelo futebol jogado pelas duas equipes.

Quem abriu o placar foi o Galaxy com o bom e jovem atacante Gyasi Zardes no começo da 2ª etapa. Aos 34 minutos, Chris Tierney marcou o gol de empate que levou a decisão para a prorrogação. Já no segundo tempo da prorrogação, o MVP da temporada – e do jogo -, Robbie Keane, marcou o gol que deu o título a equipe da Califórnia.

 

New York Red Bulls 4 x 5 Chicago Fire – 10/5/2014

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Sabe aquele jogo que não deixa você respirar por UM SEGUNDO? Bom, New York Red Bulls Chicago Fire fizeram um duelo de arrepiar em jogo válido pela temporada regular da MLS. 9 gols e muita emoção do início ao fim marcaram esse duelo entre o bom time de Chicago e a equipe liderada por Thierry Henry.

E quem diria que o grande destaque dessa partida de astros foi um CALOURO? Harrison Shipp, o meia estreante de Chicago, marcou três gols na partida e foi o grande destaque, não só do Fire, mas como do jogo. O destaque da equipe de NY foi o atacante Brandon Wright-Phillips, que também fez um hat-trick. Uma partida simplesmente fantástica.

Menção honrosa

New England Revolution 2 x 2 NY Red Bulls – 29/11/2014 – Jogo de volta da final do Leste

Sporting Kansas City 2 x 3 New England Revolution – 26/9/2014

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MLB: Analisando o mercado #01

Começa aqui a primeira série de posts onde nós vamos analisar as contratações e trocas do Mercado da MLB. Deixem suas críticas e comentários abaixo sobre o que concordam ou não. Analisarei no meu ponto de vista.

TROCA

St. Louis Cardinals recebe: Jason Heyward e Jordan Walden

Atlanta Braves recebe: Shelby Miller e Tyrell Jenkins

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Analiso as aquisições e trocas em relação ao que o time precisa e se o contrato foi bom e blá blá blá. No meu ponto de ver, os Cardinals se saíram bem na troca, mesmo perdendo um arremessador de muito potencial. O campo externo dos Cardinals tem/tinha alguns defeitos, principalmente defensivamente, e deu pra perceber isso nos Playoffs quando a equipe jogou com o desconhecido Randal Grichuk no campo direito. Grichuk foi bem no bastão e até teve alguns momentos bons defensivamente, mas foi pouco. Os problemas defensivos no campo externo passam muito por conta de Matt Holliday, que é muito bom no ataque, mas bem fraco defensivamente. A contratação de Jason Heyward vai ajudar bastante esses problemas de St. Louis, principalmente por ele ser um dos melhores OFs defensivos da liga.

Jordan Walden também foi uma ótima aquisição para o bullpen dos Cardinals. Jogador bem consistente, que teve 2.88 de ERA e chega pra ajudar um bullpen que é bom, mas que teve problemas nos Playoffs, como a “entregada” de Randy Choate contra os Giants.

Por outro lado, não vi com bons olhos as aquisições dos Braves. Perderam um dos ótimos OFs que tinha e contrataram mais um um jovem e ótimo arremessador, mas isso a equipe já tem bastante com Mike Minor, Julio Teheran e Alex Wood, por exemplo. Não acho que a chegada de Shelby Miller foi ruim, mas perder um jogador que deixará um lugar bem vago no campo externo da equipe foi bem preocupante. No geral, não gostei muito da troca para os Braves, mas caso a equipe acerte com um bom OF no mercado, a troca terá sido bem aceitável. Tyrell Jenkins é um prospecto interessante e pode ajudar no futuro a equipe. Continuar lendo

Mercado – MLB

(Última atualização: 16h, 07/01/15)

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Após mais uma temporada de tirar o fôlego, a MLB não para. O mercado esta a todo o vapor, com vários ótimos jogadores. Pensando nisso, nós fizemos este post para deixar todos atualizados sobre o mercado da melhor liga de beisebol do mundo.

 

ARIZONA DIAMONDBACKS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Daniel Hudson (SP), Matt Reynolds (RC), David Hernandez (RD), Jordan Pacheco (1B), Cliff Pennington (SS)  Jeremy Hellickson (SP/Rays), Yasmany Tomas (OF), Robbie Ray (RC/Tigers), Domingo Leyba (2B/Tigers), Josh Godley (RD/Cubs), Jeferson Meija (RD/Cubs), Allen Webster (RD/Red Sox), Rubby De La Rosa (RD/Red Sox), Zeke Spruill (RD/Red Sox), Nick Punto (2B/A’s)  Justin Williams (OF/Rays), Andrew Velazquez (SS/Rays), Charles Brewer (RD/Indians), Mike Bolsinger (RD/Dodgers), Didi Gregorius (SS/Yankees), Miguel Montero (C/Cubs), Wade Miley (SP/Red Sox), Myles Smith (RD/Red Sox), Eury De La Rosa (RC/A’s)

 

ATLANTA BRAVES

Quem fica Quem chega Quem sai
   Zoilo Almonte (OF), Zach Quintana (RD/Brewers), Shelby Miller (SP/Cardinals), Tyrell Jenkins (RD/Cardinals), Arodys Vizcaino (RD/Cubs), Jim Johnson (CL/Tigers), Nick Markakis (OF/Orioles), Alberto Callaspo (3B/A’s), Aaron Kurcz (RD/Red Sox), Max Fried (RC/Padres), Jace Peterson (2B/Padres), Dustin Peterson (3B/Padres), Mallex Smith (OF/Padres), A.J. Pierzynski (C/Cardinals), Jason Grilli (CL/Angels), Manny Banuelos (RD/Yankees)  Kyle Wren (OF/Brewers), Cory Gearrin (RD), Jason Heyward (OF/Cardinals), Jordan Walden (RD/Cardinals), Tony La Stella (2B/Cubs), Johnny Venters (RC), Ramiro Pena (SS), Gavin Floyd (RD/Indians), Anthony Varvaro (RD/Red Sox), Kris Medlen (SP/Royals), Justin Upton (OF/Padres), Aaron Northcraft (RD/Padres), David Carpenter (RD/Yankees), Chasen Shreve (RC/Yankees), Emilio Bonifacio (2B/White Sox), Aaron Harang (RD/Phillies)

 

BALTIMORE ORIOLES

Quem fica Quem chega Quem sai
 JJ Hardy (SS), Wei-Yin Chen (SP), Darren O’Day (RD), Delmon Young (OF)  Oliver Drake (RD/Minors), Alex Hassan (OF), Scott Barnes (RC/Indians), Eddie Gamboa (RD), Wesley Wright (RC/Cubs)  Nelson Cruz (OF/Mariners), Nick Markakis (OF/Braves), Andrew Miller (RD/Yankees), Quintin Berry (OF), Nick Hundley (C/Rockies)

 

BOSTON RED SOX

Quem fica Quem chega Quem sai
 Koji Uehara (CL), Craig Breslow (LD)  Hanley Ramirez (SS/Dodgers), Pablo Sandoval (3B/Giants), Wade Miley (SP/D-Backs), Rick Porcello (SP/Tigers), Justin Masterson (SP/Cardinals), Zeke Spruill (RD/D-Backs), Anthony Varvaro (RD/Braves), Ryan Hanigan (C/Padres)  Ryan Lavarnway (C), Rubby De La Rosa (RD/D-Backs), Allen Webster (RD/D-Backs), Yoenis Cespedes (OF/Tigers), Alex Wilson (RD/Tigers), Gabe Speier (RD/Tigers), Miles Smith (RD/D-Backs), Aaron Kurcz (RD/Braves), David Ross (C/Cubs), Will Middlebrooks (3B/Padres)

 

CHICAGO CUBS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Jacob Turner (SP), Tsuyoshi Wada (SP)  Joe Maddon (T), Tony La Stella (2B/Braves), Jason Hammel (SP/A’s), Miguel Montero (C/D-Backs), Jon Lester (SP/A’s), Jason Motte (RD/Cardinals), Matt Brazis (RD/Mariners), David Ross (C/Red Sox), Chris Denorfia (OF/Mariners)  Rick Rentería (T), Arodys Vizcaino (RD/Braves), Zack Godley (RD/D-Backs), Jeferson Meija (RD/D-Backs), Kyuji Fujikawa (RD/Rangers), Wesley Wright (RC/Orioles), Justin Ruggiano (OF/Mariners)

 

CHICAGO WHITE SOX

Quem fica Quem chega Quem sai
   Zach Duke (RC/Brewers), Adam LaRoche (1B/Nationals), Onelki Garcia (RC), Tony Campana (OF/Angels), David Robertson (RD/Yankees), Jeff Samardzija (SP/A’s), Dan Jennings (LD/Marlins), Melky Cabrera (OF/Blue Jays), George Kottaras (C/Blue Jays), Emilio Bonifacio (2B/Braves)  Ronald Belisario (RD), Scott Carroll (RD), Marcus Semien (3B/A’s), Chris Bassitt (SP/A’s), Andre Rienzo (RD/Marlins), Brad Penny (RD/Marlins)

 

CINCINNATI REDS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Johnny Cueto (SP)  Matt Magill (RD/Dodgers), Anthony DeSclafani (RD/Marlins), Chad Wallach (C/Marlins), Jonathan Crawford (RD/Tigers), Eugenio Suarez (SS/Tigers), Marlon Byrd (OF/Phillies)  Carlos Marmol (RD), Chris Heisey (OF/Dodgers), Mat Latos (SP/Marlins), Alfredo Simon (SP/Tigers), Ben Lively (RD/Phillies)

 

CLEVELAND INDIANS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Mike Aviles (SS)  Charles Brewer (RD/D-Backs), Brandon Moss (1B/A’s), Gavin Floyd (RD/Braves), Jeff Manship (RD/Phillies), Scott Downs (RC/White Sox), Michael Roth (RC/Angels)  Justin Sellers (SS/Pirates), Scott Barnes (RC/Orioles), Joe Wendle (2B/A’s), Tyler Cloyd (RD)

 

COLORADO ROCKIES

Quem fica Quem chega Quem sai
 LaTroy Hawkins (CL)  Shane Carle (RD/Pirates), Daniel Descalso (SS/Cardinals), Noel Cuevas (OF/Dodgers), Roger Bernardina (OF/Dodgers), Nick Hundley (C/Orioles)  Michael Cuddyer (OF/Mets), Rob Scahill (RD/Pirates), Juan Nicasio (RD/Dodgers), Matt Belisle (RD/Cardinals), Brett Anderson (SP/Dodgers)

 

DETROIT TIGERS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Joakim Soria (RD), Victor Martínez (DH), Joel Hanrahan (RD), Alex Avila (C)  Anthony Gose (OF/Blue Jays), Josh Zeid (RD), Shane Greene (RD/Yankees), Yoenis Cespedes (OF/Red Sox), Alex Wilson (RD/Red Sox), Gabe Speier (RD/Red Sox), Alfredo Simon (SP/Reds)  Devon Travis (2B/Blue Jays), Ezequiel Carrera (OF), Jim Johnson (CL/Braves), Torii Hunter (OF/Twins), Robbie Ray (RC/D-Backs), Domingo Leyba (2B/D-Backs), Rick Porcello (SP/Red Sox), Eugenio Suarez (SS/Reds), Jonathan Crawford (RD/Reds)

 

HOUSTON ASTROS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Alex Presley (OF)  Hank Conger (C/Angels), Luke Gregerson (RD/A’s), Pat Neshek (RD/Cardinals), Jed Lowrie (SS/A’s)  Nick Tropeano (RD/Angels), Carlos Perez (C/Angels)

 

KANSAS CITY ROYALS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Wade Davis (RD), Jason Frasor (RD), Luke Hochevar (RD)  Reymond Fuentes (OF/Padres), Ryan Jackson (2B/Dodgers), Brian Flynn (RC/Marlins), Kendrys Morales (1B/Mariners), Alex Rios (OF/Rangers), Edison Volquez (SP/Pirates), Kris Medlen (SP/Braves), Brian Broderick (RD/Angels), Ryan Madson (RD)  Billy Butler (1B/A’s), Kyle Bartsch (RD/Padres), Josh Willingham (OF/Aposentou), Aaron Crow (RD/Marlins), Johnny Giavotella (2B/Angels), Carlos Peguero (OF), Scott Downs (RC/Indians)

 

LOS ANGELES ANGELS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Huston Street (CL), Vinnie Pestano (RD)  Nick Tropeano (RD/Astros), Carlos Perez (C/Astros), Dan Robertson (OF/Rangers), Drew Butera (C/Dodgers), Josh Rutledge (SS/Rockies), Andrew Heaney (RC/Dodgers), Matt Joyce (OF/Rays), Johnny Giavotella (2B/Royals)  Hank Conger (C/Astros), Alfredo Marte (OF), Michael Roth (RC/Indians), Jackson Williams (C), Tony Campana (OF/White Sox), Jairo Diaz (RD/Angels), Howie Kendrick (2B/Dodgers), Kevin Jepsen (RD/Rays), Matt Long (OF/Dodgers), Brian Broderick (RD/Royals), Shawn O’Malley (OF)

 

LOS ANGELES DODGERS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Darwin Barney (2B)  Joel Peralta (RD/Rays), Adam Liberatore (RC/Rays), Mike Bolsinger (RD/D-Backs), Kyle Jensen (OF/Marlins), Juan Nicasio (RD/Rockies), Chris Heisey (OF/Reds), Enrique Hernandez (2B/Marlins), Chris Hatcher (RD/Marlins), Austin Barnes (C/Marlins), Brandon McCarthy (SP/Yankees), Howie Kendrick (2B/Angels), Joe Wieland (SP/Padres), Yasmani Grandal (C/Padres), Brett Anderson (SP/Rockies), Matt Long (OF/Angels), Shawn Zarraga (C/Brewers), Jimmy Rollins (SS/Phillies)  Jose Dominguez (RD/Rays), Greg Harris (RD/Rays), Hanley Ramirez (SS/Red Sox), Ryan Jackson (2B/Royals), Matt Magill (RD/Reds), Drew Butera (C/Angels), Dan Haren (SP/Marlins), Dee Gordon (SS/Marlins), Andrew Heaney (RC/Angels), Matt Kemp (OF/Padres), Tim Federowicz (C/Padres), Noel Cuevas (OF/Rockies), Jarret Martin (RC/Brewers), Zach Eflin (RD/Phillies), Tom Windle (RC/Phillies), Brian Wilson (CL), Roger Bernardina (OF/Rockies)

 

MIAMI MARLINS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Jeff Mathis (C)  Aaron Crow (RD/Royals), Dan Haren (SP/Dodgers), Dee Gordon (SS/Dodgers), Mat Latos (SP/Reds), Andre Rienzo (RD/White Sox), Michael Morse (OF/Giants), Martin Prado (3B/Yankees), David Phelps (RD/Yankees), Kendrys Flores (RD/Giants), Luis Castillo (RD/Giants)  Kyle Jensen (OF/Dodgers), Brian Flynn (RC/Royals), Ed Lucas (3B/Rangers), Andrew Heaney (RC/Dodgers), Enrique Hernandez (2B/Dodgers), Austin Barnes (C/Dodgers), Chris Hatcher (RD/Dodgers), Anthony DeSclafani (RD/Reds), Chad Wallach (C/Reds), Dan Jennings (LD/White Sox), Brad Penny (RD/White Sox), Garrett Jones (1B/Yankees), Nate Eovaldi (SP/Yankees), Domingo German (RD/Yankees), Casey McGehee (3B/Giants)

 

MILWAUKEE BREWERS 

Quem fica Quem chega Quem sai
 Yovani Gallardo (SP), Aramis Ramírez (3B), Brandon Kintzler (RD)  Adam Lind (1B/Blue Jays), Kyle Wren (OF/Braves), Jarret Martin (RC/Dodgers)  Marco Estrada (SP/Blue Jays), Zach Quintana (RD/Braves), Miguel De Los Santos (RC), Zach Duke (RC/White Sox), Mark Reynolds (1B/Cardinals), Shawn Zarraga (C/Dodgers)

 

MINNESOTA TWINS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Phil Hughes (SP)  Paul Molitor (T), Torii Hunter (OF/Tigers), Tim Stauffer (SP/Padres)  

 

NEW YORK METS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Bobby Parnell (RD)  Michael Cuddyer (OF/Rockies), John Mayberry Jr. (OF/Blue Jays)  Gonzalez Germen (RD/Yankees)

 

NEW YORK YANKEES

Quem fica Quem chega Quem sai
 Chris Young (OF), Esmil Rogers (RD), Scott Rice (RC), Chase Headley (3B), Chris Capuano (SP), Stephen Drew (SS)  Justin Wilson (RC/Pirates), Didi Gregorius (SS/D-Backs), Andrew Miller (RD/Orioles), Garrett Jones (1B/Marlins), Nate Eovaldi (SP/Marlins), Domingo German (RD/Marlins), David Carpenter (RD/Braves), Chasen Shreve (RC/Braves), Johnny Barbato (RD/Padres)  Alfonso Soriano (OF/Aposentou), Francisco Cervelli (C/Pirates), Dean Anna (SS/2B/Cardinals), Shane Greene (RD/Tigers), David Robertson (RD/White Sox), Brandon McCarthy (SP/Dodgers), David Phelps (RD/Marlins), Martin Prado (3B/Marlins), Gonzalez Germen (RD/Mets), Hiroki Kuroda (SP/Hiroshima Carp-JAP), Manny Banuelos (RD/Braves), Shawn Kelley (RD/Padres)

 

OAKLAND A’S

Quem fica Quem chega Quem sai
 Fernando Rodriguez (RD)  Billy Butler (1B/Royals), Ike Davis (1B/Pirates), Franklin Barreto (SS/Blue Jays), Sean Nolin (RC/Blue Jays), Kendall Graveman (RD/Blue Jays), Brett Lawrie (3B/Blue Jays), Joe Wendle (2B/Indians), Marcus Semien (3B/White Sox), Chris Bassitt (SP/White Sox), Eury De La Rosa (RC/D-Backs), Jesse Hahn (RD/Padres), R.J. Alvarez (RD/Padres)  Josh Donaldson (3B/Blue Jays), Brandon Moss (1B/Indians), Jason Hammel (SP/Cubs), Jeff Samardzija (SP/White Sox), Alberto Callaspo (3B/Braves), Jon Lester (SP/Cubs), Luke Gregerson (RD/Astros), Kyle Blanks (1B/Rangers), Jed Lowrie (SS/Astros), Daric Barton (1B/Blue Jays), Derek Norris (C/Padres), Seth Streich (RD/Padres), Nick Punto (2B/D-Backs)

 

PHILADELPHIA PHILLIES

Quem fica Quem chega Quem sai
 Grady Sizemore (OF), Jerome Williams (SP), Jeff Francoeur (OF)  Elvis Araujo (RC), Chris Nelson (3B), Joely Rodriguez (RC/Pirates), Zach Elfin (RD/Dodgers), Tom Windle (RC/Dodgers), Ben Lively (RD/Reds), Aaron Harang (RD/Braves)  AJ Burnett (SP/Pirates), Antonio Bastardo (RC/Pirates), Jimmy Rollins (SS/Dodgers), Jeff Manship (RD/Indians), Marlon Byrd (OF/Reds)

 

PITTSBURGH PIRATES

Quem fica Quem chega Quem sai
Francisco Liriano (SP)  Justin Sellers (SS/Indians), Rob Scahill (RD/Rockies), Francisco Cervelli (C/Yankees), AJ Burnett (SP/Phillies), Radhames Liz (RD), Pedro Florimon Jr. (SS), Sean Rodríguez (2B/Rays), Antonio Bastardo (RC/Phillies), Corey Hart (1B/Mariners), Jung-ho Kang (SS/Nexen Heroes-COR)  Shane Carle (RD/Rockies), Justin Wilson (RC/Yankees), Russell Martin (C/Blue Jays), Ike Davis (1B/A’s), Ramon Cabrera (C), Ernesto Frieri (RD/Rays), Clint Barmes (SS/Padres), Joely Rodriguez (RC/Phillies), Edinson Volquez (SP/Royals), Josh Lindblom (RD)

 

SAN DIEGO PADRES

Quem fica Quem chega Quem sai
   Kyle Bartsch (RD/Royals), Clint Barmes (SS/Pirates), Matt Kemp (OF/Dodgers), Tim Federowicz (C/Dodgers), Brandon Morrow (SP/Blue Jays), Derek Norris (C/A’s), Seth Streich (RD/A’s), Josh Johnson (SP/FA), Will Myers (OF/Rays), Jose Castillo (RC/Rays), Gerardo Reyes (RD/Rays), Justin Upton (OF/Braves), Will Middlebrooks (3B/Red Sox), Aaron Northcraft (RD/Braves), Brandon Maurer (RD/Mariners), Shawn Kelley (RD/Yankees)  Reymond Fuentes (OF/Royals), Blaine Boyer (RD), Yeison Asencio (OF), Joe Wieland (SP/Dodgers), Yasmani Grandal (C/Dodgers), Zach Eflin (RD/Dodgers), Jesse Hahn (RD/A’s), R.J. Alvarez (RD/A’s), Rene Rivera (C/Rays), Burch Smith (RD/Rays), Jake Bauers (1B/Rays), Trea Turner (SS/Nationals), Joe Ross (RD/Nationals), Max Fried (RC/Braves), Jace Peterson (2B/Braves), Dustin Peterson (3B/Braves), Mallex Smith (OF/Braves), Ryan Hanigan (C/Red Sox), Tim Stauffer (SP/Twins), Seth Smith (OF/Mariners), Johnny Barbato (RD/Yankees)

 

SAN FRANCISCO GIANTS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Travis Ishikawa (OF), Hector Sanchez (C), Sergio Romo (RD), Jake Peavy (SP), Juan Gutierrez (RD)  Casey McGehee (3B/Marlins)  Juan Gutierrez (RD), Pablo Sandoval (3B/Red Sox), Michael Morse (OF/Marlins), Kendrys Flores (RD/Marlins), Luis Castillo (RD/Marlins)

 

SEATTLE MARINERS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Hisashi Iwakuma (SP)  Sam Gaviglio (RD/Cardinals), Edgar Olmos (RC), Nelson Cruz (OF/Mariners), J.A. Happ (SP/Blue Jays), Justin Ruggiano (OF/Cubs), Seth Smith (OF/Padres)  Ty Kelly (3B/Cardinals), Justin Smoak (1B/Blue Jays), Michael Saunders (OF/Blue Jays), Kendrys Morales (1B/Royals), Matt Brazis (RD/Cubs), Corey Hart (1B/Pirates), Chris Denorfia (OF/Cubs), Brandon Maurer (RD/Padres)

 

ST. LOUIS CARDINALS

Quem fica Quem chega Quem sai
 John Lackey (SP)  Dean Anna (SS/2B/Yankees), Jason Heyward (OF/Braves), Jordan Walden (RD/Braves), Ty Kelly (3B/Mariners), Matt Belisle (RD/Rockies), Mark Reynolds (1B/Brewers)  Shelby Miller (SP/Braves), Tyrell Jenkins (RD/Braves), Sam Gaviglio (RD/Mariners), Pat Neshek (RD/Astros), Justin Masterson (SP/Red Sox), Jason Motte (RD/Cubs), Daniel Descalso (SS/Rockies), A.J. Pierzynski (C/Braves)

 

TAMPA BAY RAYS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Ben Zobrist (2B), Joel Peralta (RD)  Justin Williams (OF/D-Backs), Andrew Velazquez (SS/D-Backs), Greg Harris (RD/Dodgers), Jose Dominguez (RC/Dodgers), Ernesto Frieri (RD/Pirates), Kevin Cash (T), Kevin Jepsen (RD/Angels), Rene Rivera (C/Padres), Jake Bauers (1B/Padres), Burch Smith (RD/Padres), Steven Souza (OF/Nationals), Travis Ott (RC/Nationals), Asdrubal Cabrera (SS/Nationals)  Joe Maddon (T), Jeremy Hellickson (SP/D-Backs), Joel Peralta (RD/Dodgers), Adam Liberatore (RL/Dodgers), Michael Kohn (RD), Cole Figueroa (2B), Jose Molina (C), Sean Rodríguez (2B/Pirates), Matt Joyce (OF/Angels), Will Myers (OF/Padres), Gerardo Reyes (RD/Padres), Jose Castillo (RC/Padres), Ryan Hanigan (C/Padres), Heath Bell (RD/Nationals)

 

TEXAS RANGERS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Colby Lewis (SP), Michael Kirkman (RC), Adam Rosales (2B)  Ed Lucas (3B/Marlins), Ross Wolf (RD), Ross Detwiler (SP/Nationals), Kyuji Fujikawa (RD/Cubs), Kyle Blanks (1B/A’s)  Dan Robertson (OF/Angels), Jim Adduci (OF), Abel De Los Santos (RD/Nationals), Chris Bostick (2B/Nationals), Alex Rios (OF/Royals), Ben Rowen (RD)

 

TORONTO BLUE JAYS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Josh Thole (C)  Liam Hendriks (RD/Royals), Marco Estrada (SP/Brewers), Devon Travis (2B/Tigers), Russell Martin (C/Pirates), Josh Donaldson (3B/A’s), Justin Smoak (1B/Mariners), Michael Saunders (OF/Mariners), Daric Barton (1B/A’s)  Adam Lind (1B/Brewers), Anthony Gose (OF/Tigers), Juan Francisco (1B/Red Sox), Sean Nolin (RC/A’s), Brett Lawrie (3B/A’s), Kendall Graveman (RD/A’s), Franklin Barreto (SS/A’s), J.A. Happ (SP/Mariners), John Mayberry Jr. (OF/Mets), Melky Cabrera (OF/White Sox), Brandon Morrow (SP/Padres), George Kottaras (C/White Sox)

 

WASHINGTON NATIONALS

Quem fica Quem chega Quem sai
 Denard Span (OF), Kevin Frandsen (2B/3B)  Chris Bostick (2B/Rangers), Abel De Los Santos (RD/Rangers), Trea Turner (SS/Padres), Joe Ross (RD/Padres)m Heath Bell (RD/Rays), Dan Uggla (2B)  Matt Purke (RC), Adam LaRoche (1B/White Sox), Ross Detwiler (SP/Rangers), Steven Souza (OF/Rays), Travis Ott (RC/Rays), Asdrubal Cabrera (SS/Rays)

 

 

LEGENDA

1B: Primeira Base | 2B: Segunda Base | 3B: Terceira Base | SS: Shortstop | OF: Campo Externo |  C: Catcher | DH: Rebatedor designado

SP: Arremessador titular | RD: Reliever destro | RC: Reliever canhoto | CL: Closer

T: Técnico

Nosso muito obrigado, Captain

 

A imagem que ficará na história do beisebol
A imagem que ficará na história do beisebol

 

Não, eu não poderia deixar de falar sobre um dos jogadores que fez esse mero apreciador. amar este esporte chamado beisebol. Derek Jeter… sem dúvida um dos melhores de sua posição na história. Jogador que atuou sua carreira toda pelo New York Yankees, desde 1995, lugar onde conquistou várias glórias – várias mesmo. Se você pelo menos não respeita Derek Jeter, não sei qual o seu problema. Ele é uma das personalidades mais influentes da história do beisebol, por todo o seu respeito com os adversários e companheiros de time. Um ídolo de várias gerações. Esse texto é pra falar sobre sua carreira tanto dentro como fora do campo.

CARREIRA

Não queria falar tanto sobre estatísticas, principalmente avançadas, mas ele merece. Jeter tem números espetaculares ofensivamente para um jogador de uma posição que tem jogadores mais franzinos e rápidos, que não são tão potentes no bastão. Normalmente um shortstop serve mais para chegar em base por ter bastante velocidade, Jeter é bem mais que isso. Na temporada de 1999, Jeter teve números absurdos, com 24 HRs, 134 corridas anotadas e 102 RBIs, .349/.438/.552, além de um WAR incrível de 7.4. Sua efetividade ofensiva foi muito importante para os três títulos seguidos de World Series dos Yankees (1998-2000). É, possivelmente, um dos ou senão o melhor SS ofensivo de todos os tempos (Briga com Cal Ripken Jr.). Além disso, Derek Jeter é considerado por muitos o MAIOR jogador da história dos Yankees, ultrapassando até Babe Ruth. Ele é o jogador que mais rebateu (3,453), atuou (2,738), bases roubadas (357) e At Bats (11,161) da história da equipe do Bronx.

Defensivamente, Jeter deixa BASTANTE à desejar. As cincos luvas de ouro conquistadas pelo Captain, meio que “esconde” o defensor abaixo da média que ele é. Seu DRS (defensive runs saved) em 2005, ano que ganhou uma das suas cinco luvas de ouro, era é de tristes -27. Ele custou bastante corridas aos adversários. Ele percebeu isto depois de alguns anos, mas por conta da idade e das lesões, ele até diminuiu a quantidade de erros, mas não o suficiente para torna-lo um defensor regular. Engraçado que um shortstop, normalmente, tem o dom de ser pelo menos regular defensivamente e ter seus lampejos no ataque, mas Jeter é diferenciado por conta do seu poderio ofensivo. Aliás, deixou aqui uma das exceções de Derek Jeter na defesa:

E claramente não poderia deixar de falar o porquê dos apelidos “Mr. November” e “Captain Clutch. Seus feitos nas pós-temporada são inacreditáveis. The Cap é o jogador que mais atuou em jogos de pós-temporada, muito por conta das ótimas equipes que sempre teve ao lado e ao domínio dos Yankees no fim dos anos 90/começo dos 2000. São vários recordes que irão demorar para serem batidos na pós-temporada. Recordes de Jeter na pós temporada: Mais duplas (32), mais bases totais (302), mais rebatidas (200), mais corridas anotadas (111), mais At Bats (650) e mais partidas jogadas (158). Resumindo: Ele é simplesmente o cara que mais apareceu na pós-temporada na história, vencendo incríveis 5 anéis. Vale lembrar esse lance incrível contra os A’s na ALDS de 2001:

Uma das frases mais marcantes, pelo menos pra torcida do NY Yankees é a seguinte:

Eu tenho/tinha o melhor trabalho do mundo. Apenas uma pessoa pode ter. Você tem shortstops em outros times – Sem querer menosprezar os outros times – mas só existe UM shortstop no Yankees.

INFLUÊNCIA E VIDA SOCIAL

Saindo dos termos ofensivos, defensivos e pós-temporada, falemos da importância dele para todos os fãs de beisebol pelo mundo. Todo seu respeito ao jogo e a entrega, tornam Jeter, pelo menos entre a maioria, um dos jogadores mais admirados da história da MLB. Seus feitos para, não só ao beisebol, mas como para a sociedade são bem importantes. Jeter é dono da “Turn 2 Foundation”, criada em 1996, que é uma organização de caridade, que serve para ajudar crianças e adolescentes contra o uso de drogas e álcool.

Dá pra perceber essa grande influência de Jeter no beisebol em vários aspectos. Um dos eles foi que Ian O’Connor, colunista sobre MLB na ESPN Americana, escreveu um livro contando toda a jornada de Jeter pelos campos da liga. O livro vendeu bastante e o legal é que várias frases do atleta estão no livro. Como esta: 

Pode haver pessoas com mais talento que você, mas não há nenhuma desculpa para qualquer um trabalhar mais que você.

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Isso será só pra dar uma ressalva sobre a vida fora dos campos de Jeter. Ele é conhecido por ser bastante mulherengo (jogador, dinheiro e tudo mais). Ele já namorou com todos os tipos de mulheres e as largou, rs. Com isso, o pessoal do SB Nation fez um espécie de time das ex-namoradas de Jeter em toda sua longa carreira no beisebol. O time ficou BEM interessante…

Esse time é de título
Esse time é de título!

FALA DE UM ADMIRADOR

Eu não poderia deixar de falar sobre ele. Jeter é uma das minhas influências para gostar/amar o beisebol. Toda a paixão e entrega que ele coloca em todos os jogos que atua (e são MUITOS, acredite) é uma coisa simplesmente fantástica. Toda a liga tem um respeito mútuo à essa lenda. Todos seus esforços e rebatidas farão bastante falta no campo. Não veremos ele na pós-temporada, então temos que aproveitar todo esses restinho de Derek Jeter com um bastão de beisebol nas mãos.

Pode parecer, mas não, eu não sou um torcedor do Yankees. Não importa, ele é um dos meus jogadores preferidos. Jeter fez eu assistir beisebol de um jeito mais aprofundado. Com isso, aprendi a admirar não só ainda mais os feitos dele na carreira, mas o que ele significa pro esporte. Ele deixará bastante saudade. Eu fui um grande sortudo por pegar boa parte da carreira dele, e não digo só ao vivo, mas sim em vídeos também. Ele é um dos grandes pioneiros para os mais novos. Eu até poderia falar mais e mais sobre Jeter, mas isso daria um post gigantesco. Obrigado por tudo, CAP! #FarewellCaptain

Aqui um momento bem legal do sobrinho de Jeter, Jalen, “saudando” seu tio na sua última partida no Yankee Stadium

VÍDEOS DA CARREIRA INCRÍVEL DE DEREK SANDERSON JETER

 

Aqui a homenagem para Jeter

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O adeus de uma LENDA #FarewellCaptain

Chegou a vez dos Dodgers?

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Mesmo após um começo de temporada bem abaixo do esperado, muito por conta da ausência desse moço acima, o Los Angeles Dodgers encontrou os caminhos da vitória e conseguiu terminar a temporada regular com o título da divisão Oeste da Liga Nacional. O San Francisco Giants havia começado muito bem a temporada e parecia que ia levar com sobra o título da divisão, até porque Clayton Kershaw passou várias semanas contundido nos princípios de temporada e o ataque não conseguia engrenar, principalmente nos meses de maio e abril.

Passada várias semanas sem seu astro, a volta de Kershaw ao montinho parece ter dado um maior gás a todo o time. Sua importância no campo é incrível, já que se Kershaw joga bem, todo o resto do elenco joga bem e os Dodgers alcançam grandes vitórias. Seus números na temporada regular são absolutamente espetaculares em apenas 27 jogos disputados:

CLAYTON KERSHAW EM 2014

21W/3L (1º) 1.77 ERA (1º) 239 Strikeouts (5º) 10.85 K/9 (1º) 1.41 BB/9 (6º) .280 BABIP (25º) 0.41 HR/9 (3º) 1.80 FIP (1º)

7.2 WAR (1º)

 

Os Dodgers já estão classificados e agora brigam, nos últimos jogos da temporada, para ficar com o mando de campo tanto na NLDS como na NLCS. A moral da equipe está no topo, já que a dominância mostrada nas últimas séries é uma coisa amedrontadora. O Nationals tem a melhor campanha da National League até o momento, e por enquanto vai pegando San Francisco Giants ou Pittsburgh Pirates, times que brigam farão o jogo de Wild Card. LA, por outro lado, vai enfrentando sua pedra no sapato da temporada passada: O St. Louis Cardinals. Na atual temporada, os Dodgers venceram a “série” contra os Cardinals por 4 a 3, e parecem estar bem mais preparados que na temporada passada.

O fato é que: a renovação de Kershaw fez com que os Dodgers ficassem com a maior folha salarial da MLB (disparada). Esse dinheiro todo gastado num time muito poderoso tem que trazer resultados. Tudo bem que a melhor campanha da temporada regular é do Los Angeles Angels, mas quem sabe se Kershaw estivesse saudável e o ataque funcionando a equipe já não estaria com 100 vitórias, né?

Sim, a equipe da Califórnia já merece pelo menos voltar para a World Series, mas querer não é poder, certo? Como já dito, a pedra no sapato dos Dodgers provavelmente irá revê-los após a tragédia nos Playoffs da temporada passada. Mas, como já dito, os Dodgers estão bem mais preparados que na temporada passada, com um time bem mais forte e com a rotação jogando muito bem. Não tem time melhor que o Los Angeles Dodgers na National League, só falta confirmar este favoritismo.

Palpites – Prêmios Individuais MLB

Trout e Kershaw caminham a passes largos ao MVP (e Kershaw ao Cy Young também)
Trout e Kershaw caminham a passes largos ao MVP (e Kershaw ao Cy Young também)

A temporada 2014 do beisebol está acabando, e tá na hora de fazer os palpites para os prêmios individuais. Eu, Gêra Lobo, juntamente com mais quatro entendedores/conhecedores/experts de MLB no Brasil, daremos nossos palpites para os prêmios, com uma breve explicação. Qualquer corneta, é só deixar nos comentários ou mandar mentions no Twitter. HERE WE GO!

– Gêra Lobo – @EsportesUSA_

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Meio óbvio né? Mike Trout é o melhor da atualidade nesse amado esporte chamado baseball. A importância que ele tem Anaheim em simplesmente gigantesca e os números mostram. Além de levar sua equipe a melhor campanha da MLB em 2014, já com vaga mais que garantida aos Playoffs, Trout lidera a MLB em duas das principais estatísticas em ataque no baseball: WAR (8.1, lidera com muita folga) e wRC+ (170). Isso mostra a grande eficiência dele no ataque, além de ser muito bom defensivamente também. O fato é que: Trout vai ter finalmente a chance de atuar na pós-temporada, na sua possível melhor temporada da carreira. Não em números, mas em importância no campo. Se ele não vencer, será um dos maiores “roubos” da história dos prêmios da MLB.

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AL Cy Young – Felix Hernandez (Seattle Mariners)

Essa é de longe a melhor temporada da carreira de King Hernandez, menos em vitórias e strikeouts por novo entradas, mas isso não é parâmetro para muita coisa. Além de lutar pra levar Seattle aos Playoffs após 15 anos, Felix faz parte da equipe com melhor ERA do baseball. Ele parece estar bem mais à vontade, muito por conta que o ataque dos Mariners, que não é um dos melhores, está conseguindo produzir para dar vitórias para a equipe, isso dá mais confiança ao pitcher, pois ele tem mais segurança em seu jogo sabendo que se ele produzir bem, o ataque pode lhe ajudar. Corey Kluber e Chris Sale que me desculpem, mas esse prêmio tem que ir para o venezuelano.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu

Esse prêmio é tão óbvio como 2+2 = 4. O Chicago White Sox tem algumas coisas de se orgulhar nessa temporada e uma delas é José Abreu. O cubano já foi até cotado, em alguns momentos da temporada, para o prêmio de MVP na American League, mas como tem Mike Trout, desiste. Jose Abreu já mostra ser um dos melhores rebatedores da atualidade. Podemos dizer que ele foi o segundo melhor rebatedor da temporada, junto com Giancarlo Stanton, em termos de eficiência, principalmente. Abreu vai terminar a temporada em primeiro em SLG% e segundo em wRC+, perdendo apenas para Mike Trout. Jose Abreu é Top 5 em RBIs e HRs e Top 10 em OBP e AVG. Abreu teria mais RBIs na temporada, se não jogasse num ataque abaixo da média como o do White Sox. O prêmio é dele, sem mais. Tanaka poderia ser seu principal concorrente na briga, mas as contusões atrapalharam o japonês nessa briga.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Para o Cy Young eu não tenho dúvida alguma que Kershaw irá vencer. Mesmo com o ótimo começo de Cueto e a sempre consistência de Adam Wainwright, Kershaw perdeu várias semanas por conta de contusão e a volta dele foi fundamental para a volta das vitórias dos Dodgers. O ace dos Dodgers tem números absurdos. Kershaw lidera a liga em quase todos os quesitos: ERA, K/99, FIP, vitórias (junto com Wainwright, mas Kershaw 6 jogos a menos) e xFIP. Esse prêmio tem que ir pra ele. No MVP, Giancarlo Stanton era meu favorito durante a temporada, mas sua contusão fez com que perdesse a chance desse prêmio.  Jonathan Lucroy até briga por ser ótimo tanto ofensivamente como defensivamente, mas não dá. Kershaw wins.

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NL Rookie Of The Year – Jacob DeGrom (New York Mets)

Esse é um jogador muito interessante. Jacob DeGrom foi uma das gratas surpresas nesta temporada. Subiu para as majors ali no meio da temporada, mas parece que já atuava contra os melhores rebatedores do mundo já faz algum tempo. Os números dele são incríveis. Os Mets já tem, além de Matt Harvey, um ótimo jogador com potencial para Ace em alguns times. Esse é o prêmio mais controverso. Uns dizem que Billy Hamilton merece, mas pra mim ele é o segundo na briga. DeGrom merece. PS: Foi uma fraca safra de rookies na NL.

– Vinicius Veiga – @spinballnet

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Sem discussão quanto a este prêmio. Trout tem sido o melhor jogador da temporada desde o primeiro mês. Adicionou na rebatida de força a lacuna que faltava para se tornar um atleta completo no ataque. É o jogador mais perto da perfeição que podemos encontrar no beisebol hoje em dia.

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Cy Young – Felix Hernandez (Seattle Mariners)

Todo ano Felix Hernandez entra como um dos favoritos ao prêmio. Mas os Mariners, nas últimas temporadas, deixaram a desejar quando o assunto é ter time competitivo, o que limitava seu cartel de vitórias (infelizmente é um aspecto levado em conta) e assim diminuindo seu valor entre os demais. No entanto, o Seattle Mariners é agora um time de pós-temporada e com o venezuelano tendo a melhor temporada da carreira, ele é quase certeza quanto ao Cy Young.

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AL Rookie Of The Year – Jose Abreu (Chicago White Sox)

Jose Abreu é, não só o melhor novato da temporada, mas também um dos melhores rebatedores do beisebol. Não há nenhum concorrente que chegue perto de disputar o prêmio. Talvez se Tanaka ficasse por mais tempo saudável. Chega a ser o prêmio mais previsível do ano.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Clayton Kershaw tem sido o cara. Melhor temporada por um arremessador canhoto em muito tempo, dominante em todos os meses do ano enquanto esteve saudável. Sem nenhuma discussão, merece cada centímetro do pedaço de prata que vai lhe colocar num patamar ainda maior.

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NL Rookie Of The Year – Billy Hamilton (Cincinnati Reds)

Disputa mais acirrada dos prêmios. Aqui o duelo fica entre deGrom e Hamilton. Prefiro o segundo citado, já que em casos tão parecidos assim o impacto de um jogador de linha é maior que arremessador. Hamilton tem colocado grande parte defensiva e velocidade ao longo do ano, se estabelecendo como um dos jogadores de campo central mais produtivos da National League. Qualquer escolha aqui faz muito sentido.

 

– Vitor Camargo – @tmwarning

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Trout é o melhor jogador do baseball – e um dos melhores de todos os tempos – desde que chegou na MLB com 20 anos. E ele foi o melhor jogador em cada uma das três temporadas que jogou, e a única coisa que o impediu de ganhar dois troféus de MVP (injustamente) foi o fato do seu time não ter ido aos playoffs em nenhuma delas – mesmo que tivesse mais vitórias que o Tigers de Miguel Cabrera em 2012. Mas esse ano, não tem como tirar o prêmio do CF: ele ainda é o melhor jogador do mundo, mas agora seu time é o melhor da MLB e vai aos playoffs com louvor. Além de liderar a MLB em várias estatísticas e categorias avançadas por uma boa margem, Trout também lidera a MLB em várias das famosas (e ridículas) “estatísticas tradicionais”: ele lidera a liga em corridas anotadas, corridas impulsionadas, e é quinto em Home Runs. Não tem nenhum motivo para ele não ganhar dessa vez o prêmio que merece desde que pisou nas grandes ligas.

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AL Cy Young – Corey Kluber (Cleveland Indians)

Uma escolha pouco sexy, já que Felix liderou essa corrida pelo ano todo e parece estranho outro SP ganhar o prêmio. Mas Kluber tem sido tão bom quanto, ou mesmo melhor, do que Felix. Ambos jogaram o mesmo número de entradas (na verdade Kluber tem 0.2 a mais, mas enfim), e portanto é simplesmente escolher qual deles foi mais dominante. E nisso Kluber tem uma pequena vantagem: ele lidera os pitchers da AL em FIP e fWAR, e embora Felix tenha vantagem em ERA, essa diferença pode ser muito facilmente explicada pelo fato de que Kluber tem atrás de si a pior defesa da MLB e joga em um estádio menos favorável do que Felix. Ele não tem o nome do seu concorrente, mas Kluber tem sido o melhor arremessador não-Kershaw da temporada e merece o prêmio.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu (Chicago White Sox)

Com Tanaka saudável, TALVEZ tivéssemos uma disputa nesse prêmio. Sem ele, não tem como ninguém sequer questionar esse prêmio para um calouro que é quarto da MLB em home runs, lidera a liga em SLG%, e é o melhor ou segundo melhor rebatedor de 2014 (Trout sendo o outro). Muito fácil.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

O debate sobre se pitchers podem ser MVPs é ridículo: eles podem e pronto. Essa é uma corrida entre dois jogadores, Kershaw e Jonathan Lucroy (melhore logo, Stanton). Embora a primeira vista Kershaw tenha uma certa vantagem por uma campanha história, essa campanha faz muito mais sentido quando se olha toda a “ajuda” de fatores externos que ele teve (a temporada ainda é histórica sabendo disso? Sim. Sem dúvida. Mas bem menos) e quando lembramos que ele perdeu seis ou sete jogos com lesões. Então Lucroy e Kershaw estariam em pé de igualdade. Meu voto vai para Kershaw porque, se ambos fizeram uma diferença aproximadamente igual, Kershaw o fez por um time que se beneficiou mais dessa diferença para mudar o resultado final da temporada e ir aos playoffs. Então por mais injusto que pareça, o canhoto leva o prêmio pelo seu time ter ido aos playoffs como “critério de desempate”. Mas se quiser votar em Lucroy, nenhum problema nisso. Foi o melhor fielder de 2014. Er… Quer dizer… Really? Não preciso nem comentar…

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NL Rookie Of The Year – Jacob DeGrom (New York Mets)

Essa é outra corrida entre dois homens, Billy Hamilton e deGrom. OS dois estão mais empatados do que parece, e é uma questão de qual critério valorizar mais: Hamilton jogou o ano todo, foi consistente, e ofereceu mais valor total ao longo da temporada, sendo um dos melhores corredores E defensores da liga. deGrom jogou só metade do ano, mas foi extremamente dominante quando jogou – se qualificasse com entradas o suficiente, seria #4 da NL em FIP e #11 em ERA. Então é uma decisão entre premiar valor total, ou quem foi mais dominante. Eu prefiro o segundo, e portanto meu voto vai para deGrom, que tem sido uma história impressionante desde que chegou nas grandes ligas. Mas qualquer um dos dois seria um vencedor justo.

 

– Almir Junior – @MLBBrasil

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Difícil imaginar que Mike Trout foi selecionado em 25º na primeira rodada do draft de 2009. Ainda mais vendo que pouquíssimos jogadores vingaram. Pois é. Trout chegou como um furacão nos Angels. O resultado foi o título da AL West e a coroa de MVP. Quando ele está no bastão, energiza o jogo. Ele tem apenas 23 anos e já foi para o 3º All-Star Game, sendo MVP do atual. Já chegam a falar que Trout será o “sucessor de Derek Jeter”. Só o tempo dirá. Mas o potencial está aí. Só saber usar direitinho.

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AL Cy Young – Felix Hernández (Seattle Mariners)

Chris Sale, me desculpe. Você também merece o Cy Young. Mas quando falamos de Félix Hernández, falamos de insanidade. Porque quando o Rei está no montinho, é isso o que vemos: os rebatedores saindo desolados porque o repertório dele é de outro mundo. Não chega a ser igual à Kershaw, com as devidas comparações. Mas ele é o melhor destro no jogo hoje. É o motor de arranque dos Mariners desde o começo do declínio de Ichiro Suzuki (hoje nos Yankees). Esse ano, recebeu a ajuda que tanto precisava no lineup: o nome que botasse medo, que atende por Robinson Canó. Ainda que Canó não esteja tendo uma temporada excepcional, os Mariners passaram a ser vistos com outro olhar. E por isso ainda tem chances de playoffs.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu (Chicago White Sox)

Desde o começo do ano, saberíamos que o novato não seria americano. Ou seria Masahiro Tanaka, ou Abreu. Tanaka machucou os ligamentos do cotovelo e o resto da história você já sabe. Com isso, o RoY sobrou de lambuja para o cubano. Abreu é o óasis dos White Sox junto de Chris Sale. A esperança de que num dia próximo os alvinegros de Chicago irão voltar a competir. Num ano em que o maior ídolo recente do time, Paul Konerko, se aposenta, Abreu mostra aos torcedores um novo projeto de ídolo. E o mais importante é a porta aberta aos cubanos. É claro que ele não é o precursor. Mas ele é o primeiro que realmente traz um impacto para a liga. Puig trouxe ano passado, mas não chega a se comparar com Abreu. Agora, temos um dilema: em 2013, José Fernandez foi RoY na Liga Nacional; agora, Abreu na Liga Americana. E para 2015, a esperança cubana atende pelo nome de Yasmani Tomas. Pelo que dizem os gurus dos prospectos, é o rebatedor mais potente da ilha desde Alfredo Despaigne. Será que teremos outro cubano como RoY ano que vem?

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Clayton, Clayton. Ele tem tudo para ser o primeiro arremessador à ganhar o prêmio de jogador mais valioso da Liga Nacional desde Bob Gibson em 1968. E também o Cy Young. Sabe porque? Porque ele é o arremessador mais dominante deste século. Não tem quem se equipare com ele desde 2001. Os números dizem tudo. Olhe para o aproveitamento dos rebatedores sobre ele. O maior índice foi de 26,5% em 2008, sua temporada de novato. Depois, não passou de 21,4% em nenhuma das outras temporadas. Sem falar que ele pouco sofre lesões. Nesse ano, precisamente, ele desfalcou os Dodgers por algum tempo em abril, e quando voltou, dominou. Um ERA abaixo de 2 é para poucos. Duas temporadas com esse feito é pra pouquíssimos. Tenho certeza que Kershaw está fazendo valer cada dólar da sua extensão multimilionária da última offseason.

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NL Rookie Of The Year – Jacob DeGrom (New York Mets)

Infelizmente, a classe de novatos da Liga Nacional não ajudou nesse ano. Não que os novatos não sejam bons. Longe disso. Mas o potencial deles não foi mostrado totalmente nesse ano. Isso serve, por exemplo, para Billy Hamilton, que tem potencial para ser o melhor homem de leadoff da liga. Mas esse ano ele ainda está fazendo ajustes no bastão. E a falta de alguém que fosse dominante acabou revelando alguém que tinha um potencial que nem mesmo o seu próprio time acreditava que ele tinha. Jacob deGrom, que era shortstop na faculdade, vem surpreendendo tanto nesse ano que vai levar o RoY. Ele nunca foi um top prospect. Ele nunca foi um flamethrower. Um jogador que voou pelo farm system por 2 anos após uma cirurgia Tommy John. Mas ele persistiu. Nas Grandes Ligas, soube trabalhar a conta direito, trouxe um bom repertório e é um competidor nato. O resultado é a dominância. Quem gosta disso é os Mets, que tem em suas mãos uma nova Geração K com Matt Harvey, Zack Wheeler e Noah Syndergaard. Basta saber se o ataque vai ser digno para levar esse time pra frente nos próximos anos.

 

– Cassio Lyra – @MLBBrasil

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

São muitos home runs, muitas corridas impulsionadas. Muito se questiona sobre a sua paciência no bastão com um número alto de strikeouts e um número baixo de walks em relação a temporadas passadas. Mas mesmo assim, o TRUTA é o cara da Liga Americana e vai ganhar o MVP com apenas 23 anos.

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AL Cy Young – Felix Hernández (Seattle Mariners)

Talvez se Chris Sale não tivesse se lesionado, teríamos uma grande disputa pelo CY Young. Sendo assim, nada mais justo que o melhor arremessador da Liga Americana leve o prêmio. King Felix pode ter seu caso para levar o MVP, mas certeza que o CY Young é dele e estará em grande mãos.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu (Chicago White Sox)

Nem mesmo as grandes atuações de Masahiro Tanaka pelos Yankees tiraram o impacto deste cubano atuando pelos White Sox. Abreu ficou um tempo na lista de contundidos, mas nem isso baixou sua produtividade no bastão. É muita potência e muitos Home Runs. Certamente os torcedores-sofredores dos White Sox tiveram o que comemorar nesta temporada.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Sei que a temporada de Giancarlo Stanton é monstruosa, digna de MVP, mas o que dizer de um arremessador canhoto que vai levar o título de ERA pelo quarto ano seguido e vai levar o CY Young. Sem contar o fato de ser o melhor arremessador do esporte e ainda está colocando os melhores números da carreira. Como muitos rebatedores que o enfrentam pensam: ‘Não é justo’. Seus números e suas aparições chegam no mesmo nível, ou até melhores, que a lenda Sandy Koufax. Desculpe Adam Wainwright, mas Kershaw vai levar seu terceiro CY Young em seis anos de Major League.

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NL Rookie Of The Year – Billy Hamilton (Cincinnati Reds)

Jacob DeGrom é um cara fantástico e Kolten Wong é o dono da segunda base dos Cardinals. Mas Billy Hamilton merece levar o calouro do ano pelo todo. Muito se questionou sobre seu aproveitamento chegando em base. Ele resolveu. Conseguiu rebatidas e até home runs. Nem é preciso citar sobre os roubos de base, porque isso ele é ótimo. Fora que se tornou um defensor confiável em meio a tantos erros dos Reds.

K-Rod 2.0

 

Rodriguez está com tudo na sua volta aos Brewers (Foto: Getty Images)
Rodriguez está com tudo na sua volta aos Brewers (Foto: Getty Images)

O venezuelano Francisco Rodríguez já tem o seu nome escrito na história da Major League Baseball. Ele é um dos melhores fechadores desse século, tendo escrito o seu nome no livro dos recordes ao quebrar a marca de saves em uma única temporada pelos Angels em 2008. Após alguns anos em baixa, o K-Rod, como ficou conhecido, parece ter reencontrado o seu melhor beisebol em Milwaukee, com o time que é líder da NL Central na parada para o All-Star Game. Veja abaixo como foi a passagem de K-Rod pelo LA Angels (2002-2008 |médias e totais das principais estatísticas):

 ERA: 2.04
 Saves: 208 saves
 Strikeouts: 587 strikeouts
 Strikeouts por 9 entradas: 12.88 K/9
 Strikeouts por walk: 3.45 K/BB
 WHIP: 1.09 WHIP
 BABIP: .315 BABIP
 FIP: 2.46 FIP

 

Essa é a segunda passagem de Rodríguez pelos Brewers. A primeira foi em agosto de 2011, quando foi trocado pelos Mets para ajudar a Crew na corrida (bem sucedida) aos playoffs. O cenário beneficiou tanto ao jogador quanto ao time. As coisas entre os dois não iam bem desde 2010, quando K-Rod havia sido preso após bater no pai de sua ex-namorada em pleno Citi Field após uma partida. As seguidas frustrações em não chegar aos playoffs levaram o time do Queens fazer um grande “saldão” de seus jogadores naquela época. Outro que também foi trocado naquela deadline foi Carlos Beltrán (foi para os Giants). 

K-Rod teve uma passagem conturbada em NY (Foto: Getty Images)
K-Rod teve uma passagem conturbada em NY (Foto: Getty Images)

Em 2011, K-Rod havia chegado em Wisconsin para ser o homem de setup para John Axford e também por ser uma arma experiente em playoffs. E foi brilhante. Teve um ERA de 1.86 em 31 jogos e chegou inclusive a substituir Axford na fase final da temporada (nos playoffs, voltou a ser setup). E isso foi suficiente para que os Brewers oferecessem uma renovação por um ano no valor de US$ 8 milhões.

Mas em 2012 as coisas foram bem diferentes. “Frankie” teve a pior temporada de sua carreira, com um ERA de 4.38 em 78 aparições, e o pior: foi rebaixado para ser homem de middle relief. Os Brewers, desfalcados de Prince Fielder (que havia assinado com os Tigers), não foram para os playoffs.

Na pós-temporada, decidiu tentar mudar o panorama: mudou de agente, modificou a sua mecânica de arremesso e aceitou um contrato de proporções bem menores sem vaga no plantel garantido, o contrato de liga menor com convite para o Spring Training, oferecido pelos Brewers. Tudo isso para mostrar que ainda podia ser um closer de alto nível.

Ele conseguiu vaga no plantel do Dia da Abertura de 2013 e após dois meses de temporada, assumiu a vaga de fechador dos Brewers no lugar de um inconstante Axford. A sua “reinvenção” havia o deixado melhor: a velocidade diminuiu (assim como se é de esperar quando um arremessador vê a idade chegando), mas o controle melhorou e o número de strikeouts acabou aumentando. Resultado: um ERA de 1.09 em 25 jogos. O desempenho acabou chamando atenção dos times que brigavam por vagas nos playoffs e Milwaukee, que sem Ryan Braun devido ao escândalo da Biogenesis, era um dos piores times da liga, o trocou para os Orioles em julho. Em Camden Yards, ele atuou por 23 partidas e teve um ERA de 4.09 antes de se machucar e perder o fim de temporada.

Para 2014, Rodríguez ficou até pouco antes do começo do Spring Training sem time. Até que o velho amigo reapareceu: os Brewers ofereceram um contrato de 1 ano e US$ 3,25 milhões para ele, que prontamente aceitou. Agora sem a sombra de Axford, foi para a abertura da temporada como closer do time. E, assim como o resto dos Brewers, K-Rod teve um desempenho impressionante nessa primeira metade da temporada: ERA de 2.58 em 45 jogos com 27 saves em 30 oportunidades, o que valeu uma vaga no time da Liga Nacional para o All-Star Game. Também chegou à 12ª posição na lista de saves da história da liga.

A segunda metade da temporada começa nesta sexta (18). Os Brewers são os líderes da NL Central. E K-Rod está voltando a parecer com aquele que era o melhor fechador da liga no meio da década de 2000. Para o bem do beisebol. Veja os números de K-Rod até aqui na temporada 2014:

 ERA: 2.58
 Saves: 27 saves
 Strikeouts: 52 strikeouts
 Strikeouts por 9 entradas: 10.32 K/9
 Strikeouts por walk: 5.20 K/BB
 WHIP: 0.90 WHIP
 BABIP: .229 BABIP
 FIP: 3.58 FIP

Miami Marlins: Será a nova Cinderela do Beisebol?

 

MLB: Cleveland Indians at Miami Marlins

Por: Almir Junior (@almir_limajr)

Nem mesmo Jeffrey Loria acreditava que o seu Miami Marlins chegaria perto do All-Star Game brigando pelo título da sua divisão. O segundo pior time de 2013 divide agora o topo da divisão leste da Liga Nacional com o Atlanta Braves e com o Washington Nationals. Isso com o mesmo técnico e praticamente o mesmo plantel da campanha passada. E com boa parte da temporada sem o seu ace, o fenômeno cubano Jose Fernandez.

Como uma equipe tão ruim em um ano se transforma em um time que agora é temido pelos adversários? As respostas são várias. Uma delas atende pelo nome de Frank Menechino. Menechino, um ex-jogador com pouco sucesso nas Grandes Ligas, chegou aos Marlins este ano para ser o novo técnico de rebatidas do time. Uma missão difícil, tendo em vista que no ano passado, o ataque do time foi o PIOR DA LIGA em aproveitamento, rebatidas, corridas, home runs e porcentagem em base, sendo até considerado um dos piores da história do beisebol. Ah, e o antigo coach, o ex-Yankee Tino Martinez, pediu demissão logo depois do último ASG após ser denunciado pelos jogadores de desrespeitar e agredir alguns deles. Uma situação realmente nada agradável.

Menechino, que tinha trabalhado como técnico de rebatidas pela última vez em 2012 pelo Trenton Thunder, afiliado dos Yankees na Double-A, propôs uma mudança radical na filosofia de ataque dos Marlins. Um time que joga num dos estádios mais espaçosos da liga tem de saber usar as lacunas dele. Não precisa rebater home runs, mas sim rebater linhas. Os home runs são consequência.

A filosofia deu certo. Mesmo no meio da temporada, podemos dizer que o ataque do time mudou. Hoje, o Marlins é o 4º melhor ataque da Liga Nacional. Os 9 regulares do lineup do time tem aproveitamento acima dos 23% e porcentagem em base acima dos 31%, ambos acima da média da liga. O exemplo maior disso é Casey McGahee, terceira-base e homem-chave para o alinhamento do time. Conhecido pela sua potência no bastão e pela alta taxa de strikeouts, passou a última temporada jogando com Masahiro Tanaka no Rakuten Golden Eagles, o campeão japonês, após não conseguir nenhuma oferta nos Estados Unidos e conseguiu uma média acima dos 29% com 28 home runs. Com a política de conter gastos na payroll, os Fishs foram atrás dele na pós-temporada com uma oportunidade de voltar às Grandes Ligas em um contrato de baixo preço e baixo risco. Ele aceitou. E logo no início do Spring Training, trabalhou com a filosofia de Menechino. O resultado? 31,3% de aproveitamento, 37,3% de porcentagem em base, 44 corridas impulsionadas, mas apenas um home run. Os destaques vão para os 41,1% de aproveitamento com corredores em posição de anotar corrida, os RISP’s, e para a taxa de strikeouts abaixo dos 15%. Caso continue assim, ele caminha para ter a melhor temporada da carreira.

Não podemos esquecer, é claro, da grande estrela do time. Giancarlo Stanton caminha com passos largos para ser um dos candidatos à MVP da NL este ano. É o líder em home runs e RBIs, continua defendendo como ninguém no campo direito e se tornou um dos mentores dos jovens jogadores do plantel.

Stanton é um dos destaques do time na temporada.
Stanton é um dos destaques do time na temporada.

O corpo de arremessadores também ajuda. Mesmo sem Fernandez, o time possui uma rotação que aguenta o tranco. Henderson Alvarez e Nathan Eovaldi, ambos “lança-chamas” (arremessam acima de 96 milhas por hora), estão tendo ótimas temporadas. Tom Koehler, que gerava algumas dúvidas, tem um ERA abaixo de 4. E acabaram de chamar Andrew Heaney, um canhoto que é um dos top prospects na posição, direto da Double-A para ocupar o lugar do veterano Randy Wolf na rotação. Sem falar no bullpen, que conta com Steve Cishek e AJ Ramos uma ótima combinação nas entradas finais.

O reflexo da boa campanha é visível. O faraônico Marlins Park, que viveu vazio nas suas primeiras duas temporadas, agora recebe públicos grandes na maioria dos jogos e vem ajudando o time à ter a melhor campanha em casa da liga. Ainda é cedo, mas se continuarem jogando bem e, claro, adicionarem algumas peças até a trade deadline em julho (principalmente, segunda base e middle relievers), os Marlins realmente podem brigar de igual para igual numa busca por um Wild Card. WHY NOT?

O incrível começo de temporada de Troy Tulowitzki

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Por: Geovanni Araújo (@Geovanni_Araujo)

Neste começo de ano, a National League está pegando fogo no bastão. Quem acompanha a MLB há algum tempo, sabe que os rebatedores de maior potência se encontram em sua maioria na American League, porém, potência nem sempre é tudo no baseball. Até este momento, pouco mais de 60 jogos da temporada regular, a NL tem os três líderes em AVG% e quatro dos cinco primeiros em OBP%.

Troy Tulowitzki faz uma temporada até aqui, fantástica. Lidera o potente ataque do Colorado Rockies, respectivamente, 1º 2º e 3º em AVG, HRs e RBIs, além de ter em conjunto o melhor SLG% e ser o 3º em corridas anotadas. Tulo tem sido um monstro no ataque, rebatendo .361/.451/.688 (AVG/OBP/SLG) melhores marcas da MLB, além de liderar a NL em corridas anotadas e ter ainda 17HRs e 42RBIs.O maior problema do shortstop do Colorado Rockies nos últimos tempos tem sido as lesões.

Desde o seu ano de calouro em 2007, só conseguiu jogar uma temporada completa(aqui contando que ele seria poupado um jogo ou outro) três vezes, a própria 2007 em que ele foi segundo na votação de ROY, Ryan Braun foi o vencedor, a de 2009 e a de 2011. Nota-se que nunca conseguiu dar uma sequência realmente consistente nos anos em que esteve na liga. Ano passado jogou 126 jogos depois de um 2012 desastroso e repleto de lesões, voltou a ser All Star rebatendo acima dos 31%. Em forma, como mostra estar até aqui, Tulowitzki é sem dúvida o melhor da sua posição na MLB, um jogador muito completo no bastão com uma defesa muito sólida, UZR de 40.3 na carreira, e em todas as temporadas em que jogou mais de 100 jogos jamais teve UZR negativo, sendo essa a posição mais exigida do beisebol na parte defensiva.

O que vemos em Troy Tulowitzki é um jogador fantástico sem muitas falhas no seu jogo, embora não tenha uma sequência confiável graças às lesões, de qualquer forma, mantendo-se saudável tem tudo pra liderar de ponta a ponta a briga pelo MVP da National League.

O começo de temporada do San Francisco Giants

6a00d834515b9a69e201901c6b6a22970b-800wi   Segundo uma “superstição” da torcida dos Giants, ultimamente, o time da Califórnia tem tudo pra ganhar o título da World Series em ano “par”, já que os últimos dois títulos do time foram conseguidos nos anos de 2010 e 2012. Mas você se pergunta: “Será que isso vale mesmo? Acho besteira”. Bom, não sei se isso é uma verdade, mas que o time se empolga em ano par, se empolga bastante. Só ver o ótimo começa da temporada do time que você já começa a pensar um pouco diferente.

O San Francisco Giants é o líder de uma divisão onde tem, apontado por muitos, um dos favoritos ao título da World Series: O Los Angeles Dodgers. Dizendo a verdade, tudo apontava isso no começo da temporada. É o plantel com o maior teto salarial da história da MLB, tem o melhor arremessador da liga hoje (Clayton Kershaw) e um lineup muito forte nos termos de rebater… mas não é o que eles estão mostrando nesse início de temporada. Mesmo sofrendo com lesões como as Yasiel Puig e do próprio Clayton Kershaw, os Dodgers estão com quase 50% em termos de vitória/derrotas nessa temporada.

Mas não estou aqui para falar do má fase do Dodgers e sim da ótima temporada dos Giants. Diferente da temporada passada, a equipe de San Francisco está REBATENDO, coisa que era uma deficiência gigantesca do time. Os principais responsáveis pela grande evolução dos Giants no bastão são: Brandon Belt que está, pelo menos nesse começo, com uma das melhores temporadas da carreira, Angel Pagan que é um homem de lead-off e tem o melhor aproveitamento no bastão do time (.320), Michael Morse que parece estar revivendo os melhores momentos de sua carreira (lidera o time em RBIs com 24, e é o segundo em HRs, 8, e aproveitamento no bastão com .294, perdendo apenas para Pagan) e Buster Posey, que pode não ser líder do time em nada na parte ofensiva, mas continua sendo a estrela, rebatendo muito bem. Além disso, o Giants vem sendo uma das melhores equipes com RISP com 2 eliminados, ou seja, no momento que precisa, os caras estão rebatendo.

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Como sempre, a rotação do time vem ajudando bastante. O San Francisco Giants tem o 6º melhor ERA da MLB (3.14, empatado com os A’s) e 6º melhor em WHIP (1.19). E esse é um dos pilares para o sucesso do Giants nos últimos anos. Isso se deve muito, não só pela rotação, mas sim pelo bullpen, que sempre vem entrando muito bem nos jogos. Tim Hudson foi uma das contratações do time para a temporada. Jogador bem experiente, velho… mas isso é problema? Não! Hudson tem um dos melhores ERAs da National League com 1.99 apenas, consistência resume. Madison Bumgarner continua como o Ace do time, mas a cada ano que passa, ele vai se acostumando mais com a responsabilidade exercida para ele. Como disse no começo do parágrafo, o bullpen vem ajudando bastante os Giants nessa temporada, tanto que Jean Machi já tem 5 vitórias e nenhuma derrota, ou seja, quando a coisa aperta, o bullpen vem salvando o time.

A rotação vem jogando muito bem.
A rotação vem jogando muito bem.

Resumindo: Quando você consegue equilibrar um lineup que consegue rebater com consistências e uma seleção de arremessadores que ajuda bastante no montinho, o sucesso é quase certo. O problema é continuar com essa consistência em campo. As lesões podem atrapalhar bastante, e não digo lesões como quebrar um dedo não, digo pelo cansaço mesmo dos vários jogos. E a “superstição” da torcida do Giants sobre os “anos pares” será que vai dar certo? Começaram bem, o que resta é torcer.