Andrew Wiggins e sua evolução

nguyen_lee

Muitos me perguntaram quem eu acharia que seria o Rookie Of The Year desta temporada. Obviamente, estava em dúvida entre Jabari Parker Andrew Wiggins. Parker começou a temporada voando pelos Bucks, sendo a principal arma do time jogando na tábua, já que Larry Sanders não é conhecido por ser tão versátil ofensivamente, mas compensa bastante na defesa. Wiggins teve um começo um pouco tímido, muito por conta da adaptação do estilo de jogo do College em relação à NBA.

Na Universidade, Wiggins jogava numa velocidade e intensidade absurda. O jogo simplesmente não parava, o que beneficiava seu jogo, onde ele usava sua velocidade, força e atletismo. Na NBA, o jogo é um pouco mais cadenciado, principalmente por Wiggins jogar em um time do Oeste, onde os times jogam de maneira mais organizada e mais compactada. 

O fato é que: Wiggins não se adaptou de imediato ao estilo de jogo da maior liga de basquete do mundo. O time que o ala “pegou” também não ajuda. Flip Saunders é um dos piores técnicos da NBA. Aí você pega um técnico fraco e joga num time com muitos jogadores jovens, que precisam de ajuda para evoluir na NBA. Não dá certo, né? Esse é um dos fatores para a demorada ascensão da primeira escolha do Draft. Outro fator que evitava Wiggins de mostrar seu potencial logo de cara é o fato de ser a terceira opção de ataque da equipe, atrás de Kevin Martin Thaddeus Young. E é aí que eu queria chegar.

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Com a, relativamente, séria contusão de Kevin Martin, Wiggins se tornou a primeira ou segunda opção do ataque dos Wolves junto de Thad Young. Nos dez primeiros jogos da temporada, com Martin ao seu lado em quadra, Wiggins teve uma média de 10,7 pontos em 10 jogos disputados. Ok, é uma média boa para um calouro, mas não para um jogador que joga em um time abaixo da média da liga, e que tinha tudo pra ser a principal estrela do time.

Depois dos 10 primeiros jogos da temporada, Kevin Martin sofreu uma contusão séria no pulso, que ainda não deixou ele voltar às quadras. Sem ele em quadra, e sendo, até, a primeira opção de ataque do time, Wiggins aumentou sua média para ótimos 16,5 pontos por jogo em 31 jogos. Claramente ele começou a ser bem mais agressivo em direção à cesta, além de estar chutando bem da linha de 3PT (38%), o que não era seu forte no College.

Mesmo arremessando 43% na temporada, Wiggins mostra que não está com medo de errar para aprender e evoluir cada vez mais. Jogando num time que não aspira absolutamente nada na temporada, além de ser uma equipe que briga seriamente pela primeira escolha do próximo Draft, o ala de 19 anos não pode ter medo de errar. Não pode ter medo de ir pra dentro pra cesta, não importa se Joakim Noah ou Anthony Davis estão protegendo o aro. A evolução vai acontecendo e ele vai se adaptando a isso. Não pode ter medo de arremessar de fora, um dos seus problemas, que, mesmo tendo evoluído consideravelmente, ainda não é o bastante para se tornar um jogador regular no quesito, até porque ele ainda arremessa, relativamente, pouco.

Resumindo: Sem Parker, Wiggins provavelmente será o melhor calouro do ano com sobras, e ele faz por onde. Não sabemos como Saunders vai se virar quando Martin voltar, mas, na minha opinião, ele deveria continuar investindo as fichas no canadense. É o futuro do Minnesota Timberwolves. Ele precisa ser lapidado cada vez mais, até porque ele só tem 19 anos. A evolução dele é visível. O potencial dele é um negócio absurdo, e ele já vai mostrando as garras à todos que o criticaram no começo da temporada. Andrew Wiggins tem tudo pra ser um dos melhores da NBA em 5 anos.

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