Nosso muito obrigado, Captain

 

A imagem que ficará na história do beisebol
A imagem que ficará na história do beisebol

 

Não, eu não poderia deixar de falar sobre um dos jogadores que fez esse mero apreciador. amar este esporte chamado beisebol. Derek Jeter… sem dúvida um dos melhores de sua posição na história. Jogador que atuou sua carreira toda pelo New York Yankees, desde 1995, lugar onde conquistou várias glórias – várias mesmo. Se você pelo menos não respeita Derek Jeter, não sei qual o seu problema. Ele é uma das personalidades mais influentes da história do beisebol, por todo o seu respeito com os adversários e companheiros de time. Um ídolo de várias gerações. Esse texto é pra falar sobre sua carreira tanto dentro como fora do campo.

CARREIRA

Não queria falar tanto sobre estatísticas, principalmente avançadas, mas ele merece. Jeter tem números espetaculares ofensivamente para um jogador de uma posição que tem jogadores mais franzinos e rápidos, que não são tão potentes no bastão. Normalmente um shortstop serve mais para chegar em base por ter bastante velocidade, Jeter é bem mais que isso. Na temporada de 1999, Jeter teve números absurdos, com 24 HRs, 134 corridas anotadas e 102 RBIs, .349/.438/.552, além de um WAR incrível de 7.4. Sua efetividade ofensiva foi muito importante para os três títulos seguidos de World Series dos Yankees (1998-2000). É, possivelmente, um dos ou senão o melhor SS ofensivo de todos os tempos (Briga com Cal Ripken Jr.). Além disso, Derek Jeter é considerado por muitos o MAIOR jogador da história dos Yankees, ultrapassando até Babe Ruth. Ele é o jogador que mais rebateu (3,453), atuou (2,738), bases roubadas (357) e At Bats (11,161) da história da equipe do Bronx.

Defensivamente, Jeter deixa BASTANTE à desejar. As cincos luvas de ouro conquistadas pelo Captain, meio que “esconde” o defensor abaixo da média que ele é. Seu DRS (defensive runs saved) em 2005, ano que ganhou uma das suas cinco luvas de ouro, era é de tristes -27. Ele custou bastante corridas aos adversários. Ele percebeu isto depois de alguns anos, mas por conta da idade e das lesões, ele até diminuiu a quantidade de erros, mas não o suficiente para torna-lo um defensor regular. Engraçado que um shortstop, normalmente, tem o dom de ser pelo menos regular defensivamente e ter seus lampejos no ataque, mas Jeter é diferenciado por conta do seu poderio ofensivo. Aliás, deixou aqui uma das exceções de Derek Jeter na defesa:

E claramente não poderia deixar de falar o porquê dos apelidos “Mr. November” e “Captain Clutch. Seus feitos nas pós-temporada são inacreditáveis. The Cap é o jogador que mais atuou em jogos de pós-temporada, muito por conta das ótimas equipes que sempre teve ao lado e ao domínio dos Yankees no fim dos anos 90/começo dos 2000. São vários recordes que irão demorar para serem batidos na pós-temporada. Recordes de Jeter na pós temporada: Mais duplas (32), mais bases totais (302), mais rebatidas (200), mais corridas anotadas (111), mais At Bats (650) e mais partidas jogadas (158). Resumindo: Ele é simplesmente o cara que mais apareceu na pós-temporada na história, vencendo incríveis 5 anéis. Vale lembrar esse lance incrível contra os A’s na ALDS de 2001:

Uma das frases mais marcantes, pelo menos pra torcida do NY Yankees é a seguinte:

Eu tenho/tinha o melhor trabalho do mundo. Apenas uma pessoa pode ter. Você tem shortstops em outros times – Sem querer menosprezar os outros times – mas só existe UM shortstop no Yankees.

INFLUÊNCIA E VIDA SOCIAL

Saindo dos termos ofensivos, defensivos e pós-temporada, falemos da importância dele para todos os fãs de beisebol pelo mundo. Todo seu respeito ao jogo e a entrega, tornam Jeter, pelo menos entre a maioria, um dos jogadores mais admirados da história da MLB. Seus feitos para, não só ao beisebol, mas como para a sociedade são bem importantes. Jeter é dono da “Turn 2 Foundation”, criada em 1996, que é uma organização de caridade, que serve para ajudar crianças e adolescentes contra o uso de drogas e álcool.

Dá pra perceber essa grande influência de Jeter no beisebol em vários aspectos. Um dos eles foi que Ian O’Connor, colunista sobre MLB na ESPN Americana, escreveu um livro contando toda a jornada de Jeter pelos campos da liga. O livro vendeu bastante e o legal é que várias frases do atleta estão no livro. Como esta: 

Pode haver pessoas com mais talento que você, mas não há nenhuma desculpa para qualquer um trabalhar mais que você.

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Isso será só pra dar uma ressalva sobre a vida fora dos campos de Jeter. Ele é conhecido por ser bastante mulherengo (jogador, dinheiro e tudo mais). Ele já namorou com todos os tipos de mulheres e as largou, rs. Com isso, o pessoal do SB Nation fez um espécie de time das ex-namoradas de Jeter em toda sua longa carreira no beisebol. O time ficou BEM interessante…

Esse time é de título
Esse time é de título!

FALA DE UM ADMIRADOR

Eu não poderia deixar de falar sobre ele. Jeter é uma das minhas influências para gostar/amar o beisebol. Toda a paixão e entrega que ele coloca em todos os jogos que atua (e são MUITOS, acredite) é uma coisa simplesmente fantástica. Toda a liga tem um respeito mútuo à essa lenda. Todos seus esforços e rebatidas farão bastante falta no campo. Não veremos ele na pós-temporada, então temos que aproveitar todo esses restinho de Derek Jeter com um bastão de beisebol nas mãos.

Pode parecer, mas não, eu não sou um torcedor do Yankees. Não importa, ele é um dos meus jogadores preferidos. Jeter fez eu assistir beisebol de um jeito mais aprofundado. Com isso, aprendi a admirar não só ainda mais os feitos dele na carreira, mas o que ele significa pro esporte. Ele deixará bastante saudade. Eu fui um grande sortudo por pegar boa parte da carreira dele, e não digo só ao vivo, mas sim em vídeos também. Ele é um dos grandes pioneiros para os mais novos. Eu até poderia falar mais e mais sobre Jeter, mas isso daria um post gigantesco. Obrigado por tudo, CAP! #FarewellCaptain

Aqui um momento bem legal do sobrinho de Jeter, Jalen, “saudando” seu tio na sua última partida no Yankee Stadium

VÍDEOS DA CARREIRA INCRÍVEL DE DEREK SANDERSON JETER

 

Aqui a homenagem para Jeter

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O adeus de uma LENDA #FarewellCaptain
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Chegou a vez dos Dodgers?

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Mesmo após um começo de temporada bem abaixo do esperado, muito por conta da ausência desse moço acima, o Los Angeles Dodgers encontrou os caminhos da vitória e conseguiu terminar a temporada regular com o título da divisão Oeste da Liga Nacional. O San Francisco Giants havia começado muito bem a temporada e parecia que ia levar com sobra o título da divisão, até porque Clayton Kershaw passou várias semanas contundido nos princípios de temporada e o ataque não conseguia engrenar, principalmente nos meses de maio e abril.

Passada várias semanas sem seu astro, a volta de Kershaw ao montinho parece ter dado um maior gás a todo o time. Sua importância no campo é incrível, já que se Kershaw joga bem, todo o resto do elenco joga bem e os Dodgers alcançam grandes vitórias. Seus números na temporada regular são absolutamente espetaculares em apenas 27 jogos disputados:

CLAYTON KERSHAW EM 2014

21W/3L (1º) 1.77 ERA (1º) 239 Strikeouts (5º) 10.85 K/9 (1º) 1.41 BB/9 (6º) .280 BABIP (25º) 0.41 HR/9 (3º) 1.80 FIP (1º)

7.2 WAR (1º)

 

Os Dodgers já estão classificados e agora brigam, nos últimos jogos da temporada, para ficar com o mando de campo tanto na NLDS como na NLCS. A moral da equipe está no topo, já que a dominância mostrada nas últimas séries é uma coisa amedrontadora. O Nationals tem a melhor campanha da National League até o momento, e por enquanto vai pegando San Francisco Giants ou Pittsburgh Pirates, times que brigam farão o jogo de Wild Card. LA, por outro lado, vai enfrentando sua pedra no sapato da temporada passada: O St. Louis Cardinals. Na atual temporada, os Dodgers venceram a “série” contra os Cardinals por 4 a 3, e parecem estar bem mais preparados que na temporada passada.

O fato é que: a renovação de Kershaw fez com que os Dodgers ficassem com a maior folha salarial da MLB (disparada). Esse dinheiro todo gastado num time muito poderoso tem que trazer resultados. Tudo bem que a melhor campanha da temporada regular é do Los Angeles Angels, mas quem sabe se Kershaw estivesse saudável e o ataque funcionando a equipe já não estaria com 100 vitórias, né?

Sim, a equipe da Califórnia já merece pelo menos voltar para a World Series, mas querer não é poder, certo? Como já dito, a pedra no sapato dos Dodgers provavelmente irá revê-los após a tragédia nos Playoffs da temporada passada. Mas, como já dito, os Dodgers estão bem mais preparados que na temporada passada, com um time bem mais forte e com a rotação jogando muito bem. Não tem time melhor que o Los Angeles Dodgers na National League, só falta confirmar este favoritismo.

Palpites – Prêmios Individuais MLB

Trout e Kershaw caminham a passes largos ao MVP (e Kershaw ao Cy Young também)
Trout e Kershaw caminham a passes largos ao MVP (e Kershaw ao Cy Young também)

A temporada 2014 do beisebol está acabando, e tá na hora de fazer os palpites para os prêmios individuais. Eu, Gêra Lobo, juntamente com mais quatro entendedores/conhecedores/experts de MLB no Brasil, daremos nossos palpites para os prêmios, com uma breve explicação. Qualquer corneta, é só deixar nos comentários ou mandar mentions no Twitter. HERE WE GO!

– Gêra Lobo – @EsportesUSA_

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Meio óbvio né? Mike Trout é o melhor da atualidade nesse amado esporte chamado baseball. A importância que ele tem Anaheim em simplesmente gigantesca e os números mostram. Além de levar sua equipe a melhor campanha da MLB em 2014, já com vaga mais que garantida aos Playoffs, Trout lidera a MLB em duas das principais estatísticas em ataque no baseball: WAR (8.1, lidera com muita folga) e wRC+ (170). Isso mostra a grande eficiência dele no ataque, além de ser muito bom defensivamente também. O fato é que: Trout vai ter finalmente a chance de atuar na pós-temporada, na sua possível melhor temporada da carreira. Não em números, mas em importância no campo. Se ele não vencer, será um dos maiores “roubos” da história dos prêmios da MLB.

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AL Cy Young – Felix Hernandez (Seattle Mariners)

Essa é de longe a melhor temporada da carreira de King Hernandez, menos em vitórias e strikeouts por novo entradas, mas isso não é parâmetro para muita coisa. Além de lutar pra levar Seattle aos Playoffs após 15 anos, Felix faz parte da equipe com melhor ERA do baseball. Ele parece estar bem mais à vontade, muito por conta que o ataque dos Mariners, que não é um dos melhores, está conseguindo produzir para dar vitórias para a equipe, isso dá mais confiança ao pitcher, pois ele tem mais segurança em seu jogo sabendo que se ele produzir bem, o ataque pode lhe ajudar. Corey Kluber e Chris Sale que me desculpem, mas esse prêmio tem que ir para o venezuelano.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu

Esse prêmio é tão óbvio como 2+2 = 4. O Chicago White Sox tem algumas coisas de se orgulhar nessa temporada e uma delas é José Abreu. O cubano já foi até cotado, em alguns momentos da temporada, para o prêmio de MVP na American League, mas como tem Mike Trout, desiste. Jose Abreu já mostra ser um dos melhores rebatedores da atualidade. Podemos dizer que ele foi o segundo melhor rebatedor da temporada, junto com Giancarlo Stanton, em termos de eficiência, principalmente. Abreu vai terminar a temporada em primeiro em SLG% e segundo em wRC+, perdendo apenas para Mike Trout. Jose Abreu é Top 5 em RBIs e HRs e Top 10 em OBP e AVG. Abreu teria mais RBIs na temporada, se não jogasse num ataque abaixo da média como o do White Sox. O prêmio é dele, sem mais. Tanaka poderia ser seu principal concorrente na briga, mas as contusões atrapalharam o japonês nessa briga.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Para o Cy Young eu não tenho dúvida alguma que Kershaw irá vencer. Mesmo com o ótimo começo de Cueto e a sempre consistência de Adam Wainwright, Kershaw perdeu várias semanas por conta de contusão e a volta dele foi fundamental para a volta das vitórias dos Dodgers. O ace dos Dodgers tem números absurdos. Kershaw lidera a liga em quase todos os quesitos: ERA, K/99, FIP, vitórias (junto com Wainwright, mas Kershaw 6 jogos a menos) e xFIP. Esse prêmio tem que ir pra ele. No MVP, Giancarlo Stanton era meu favorito durante a temporada, mas sua contusão fez com que perdesse a chance desse prêmio.  Jonathan Lucroy até briga por ser ótimo tanto ofensivamente como defensivamente, mas não dá. Kershaw wins.

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NL Rookie Of The Year – Jacob DeGrom (New York Mets)

Esse é um jogador muito interessante. Jacob DeGrom foi uma das gratas surpresas nesta temporada. Subiu para as majors ali no meio da temporada, mas parece que já atuava contra os melhores rebatedores do mundo já faz algum tempo. Os números dele são incríveis. Os Mets já tem, além de Matt Harvey, um ótimo jogador com potencial para Ace em alguns times. Esse é o prêmio mais controverso. Uns dizem que Billy Hamilton merece, mas pra mim ele é o segundo na briga. DeGrom merece. PS: Foi uma fraca safra de rookies na NL.

– Vinicius Veiga – @spinballnet

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Sem discussão quanto a este prêmio. Trout tem sido o melhor jogador da temporada desde o primeiro mês. Adicionou na rebatida de força a lacuna que faltava para se tornar um atleta completo no ataque. É o jogador mais perto da perfeição que podemos encontrar no beisebol hoje em dia.

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Cy Young – Felix Hernandez (Seattle Mariners)

Todo ano Felix Hernandez entra como um dos favoritos ao prêmio. Mas os Mariners, nas últimas temporadas, deixaram a desejar quando o assunto é ter time competitivo, o que limitava seu cartel de vitórias (infelizmente é um aspecto levado em conta) e assim diminuindo seu valor entre os demais. No entanto, o Seattle Mariners é agora um time de pós-temporada e com o venezuelano tendo a melhor temporada da carreira, ele é quase certeza quanto ao Cy Young.

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AL Rookie Of The Year – Jose Abreu (Chicago White Sox)

Jose Abreu é, não só o melhor novato da temporada, mas também um dos melhores rebatedores do beisebol. Não há nenhum concorrente que chegue perto de disputar o prêmio. Talvez se Tanaka ficasse por mais tempo saudável. Chega a ser o prêmio mais previsível do ano.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Clayton Kershaw tem sido o cara. Melhor temporada por um arremessador canhoto em muito tempo, dominante em todos os meses do ano enquanto esteve saudável. Sem nenhuma discussão, merece cada centímetro do pedaço de prata que vai lhe colocar num patamar ainda maior.

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NL Rookie Of The Year – Billy Hamilton (Cincinnati Reds)

Disputa mais acirrada dos prêmios. Aqui o duelo fica entre deGrom e Hamilton. Prefiro o segundo citado, já que em casos tão parecidos assim o impacto de um jogador de linha é maior que arremessador. Hamilton tem colocado grande parte defensiva e velocidade ao longo do ano, se estabelecendo como um dos jogadores de campo central mais produtivos da National League. Qualquer escolha aqui faz muito sentido.

 

– Vitor Camargo – @tmwarning

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Trout é o melhor jogador do baseball – e um dos melhores de todos os tempos – desde que chegou na MLB com 20 anos. E ele foi o melhor jogador em cada uma das três temporadas que jogou, e a única coisa que o impediu de ganhar dois troféus de MVP (injustamente) foi o fato do seu time não ter ido aos playoffs em nenhuma delas – mesmo que tivesse mais vitórias que o Tigers de Miguel Cabrera em 2012. Mas esse ano, não tem como tirar o prêmio do CF: ele ainda é o melhor jogador do mundo, mas agora seu time é o melhor da MLB e vai aos playoffs com louvor. Além de liderar a MLB em várias estatísticas e categorias avançadas por uma boa margem, Trout também lidera a MLB em várias das famosas (e ridículas) “estatísticas tradicionais”: ele lidera a liga em corridas anotadas, corridas impulsionadas, e é quinto em Home Runs. Não tem nenhum motivo para ele não ganhar dessa vez o prêmio que merece desde que pisou nas grandes ligas.

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AL Cy Young – Corey Kluber (Cleveland Indians)

Uma escolha pouco sexy, já que Felix liderou essa corrida pelo ano todo e parece estranho outro SP ganhar o prêmio. Mas Kluber tem sido tão bom quanto, ou mesmo melhor, do que Felix. Ambos jogaram o mesmo número de entradas (na verdade Kluber tem 0.2 a mais, mas enfim), e portanto é simplesmente escolher qual deles foi mais dominante. E nisso Kluber tem uma pequena vantagem: ele lidera os pitchers da AL em FIP e fWAR, e embora Felix tenha vantagem em ERA, essa diferença pode ser muito facilmente explicada pelo fato de que Kluber tem atrás de si a pior defesa da MLB e joga em um estádio menos favorável do que Felix. Ele não tem o nome do seu concorrente, mas Kluber tem sido o melhor arremessador não-Kershaw da temporada e merece o prêmio.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu (Chicago White Sox)

Com Tanaka saudável, TALVEZ tivéssemos uma disputa nesse prêmio. Sem ele, não tem como ninguém sequer questionar esse prêmio para um calouro que é quarto da MLB em home runs, lidera a liga em SLG%, e é o melhor ou segundo melhor rebatedor de 2014 (Trout sendo o outro). Muito fácil.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

O debate sobre se pitchers podem ser MVPs é ridículo: eles podem e pronto. Essa é uma corrida entre dois jogadores, Kershaw e Jonathan Lucroy (melhore logo, Stanton). Embora a primeira vista Kershaw tenha uma certa vantagem por uma campanha história, essa campanha faz muito mais sentido quando se olha toda a “ajuda” de fatores externos que ele teve (a temporada ainda é histórica sabendo disso? Sim. Sem dúvida. Mas bem menos) e quando lembramos que ele perdeu seis ou sete jogos com lesões. Então Lucroy e Kershaw estariam em pé de igualdade. Meu voto vai para Kershaw porque, se ambos fizeram uma diferença aproximadamente igual, Kershaw o fez por um time que se beneficiou mais dessa diferença para mudar o resultado final da temporada e ir aos playoffs. Então por mais injusto que pareça, o canhoto leva o prêmio pelo seu time ter ido aos playoffs como “critério de desempate”. Mas se quiser votar em Lucroy, nenhum problema nisso. Foi o melhor fielder de 2014. Er… Quer dizer… Really? Não preciso nem comentar…

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NL Rookie Of The Year – Jacob DeGrom (New York Mets)

Essa é outra corrida entre dois homens, Billy Hamilton e deGrom. OS dois estão mais empatados do que parece, e é uma questão de qual critério valorizar mais: Hamilton jogou o ano todo, foi consistente, e ofereceu mais valor total ao longo da temporada, sendo um dos melhores corredores E defensores da liga. deGrom jogou só metade do ano, mas foi extremamente dominante quando jogou – se qualificasse com entradas o suficiente, seria #4 da NL em FIP e #11 em ERA. Então é uma decisão entre premiar valor total, ou quem foi mais dominante. Eu prefiro o segundo, e portanto meu voto vai para deGrom, que tem sido uma história impressionante desde que chegou nas grandes ligas. Mas qualquer um dos dois seria um vencedor justo.

 

– Almir Junior – @MLBBrasil

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

Difícil imaginar que Mike Trout foi selecionado em 25º na primeira rodada do draft de 2009. Ainda mais vendo que pouquíssimos jogadores vingaram. Pois é. Trout chegou como um furacão nos Angels. O resultado foi o título da AL West e a coroa de MVP. Quando ele está no bastão, energiza o jogo. Ele tem apenas 23 anos e já foi para o 3º All-Star Game, sendo MVP do atual. Já chegam a falar que Trout será o “sucessor de Derek Jeter”. Só o tempo dirá. Mas o potencial está aí. Só saber usar direitinho.

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AL Cy Young – Felix Hernández (Seattle Mariners)

Chris Sale, me desculpe. Você também merece o Cy Young. Mas quando falamos de Félix Hernández, falamos de insanidade. Porque quando o Rei está no montinho, é isso o que vemos: os rebatedores saindo desolados porque o repertório dele é de outro mundo. Não chega a ser igual à Kershaw, com as devidas comparações. Mas ele é o melhor destro no jogo hoje. É o motor de arranque dos Mariners desde o começo do declínio de Ichiro Suzuki (hoje nos Yankees). Esse ano, recebeu a ajuda que tanto precisava no lineup: o nome que botasse medo, que atende por Robinson Canó. Ainda que Canó não esteja tendo uma temporada excepcional, os Mariners passaram a ser vistos com outro olhar. E por isso ainda tem chances de playoffs.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu (Chicago White Sox)

Desde o começo do ano, saberíamos que o novato não seria americano. Ou seria Masahiro Tanaka, ou Abreu. Tanaka machucou os ligamentos do cotovelo e o resto da história você já sabe. Com isso, o RoY sobrou de lambuja para o cubano. Abreu é o óasis dos White Sox junto de Chris Sale. A esperança de que num dia próximo os alvinegros de Chicago irão voltar a competir. Num ano em que o maior ídolo recente do time, Paul Konerko, se aposenta, Abreu mostra aos torcedores um novo projeto de ídolo. E o mais importante é a porta aberta aos cubanos. É claro que ele não é o precursor. Mas ele é o primeiro que realmente traz um impacto para a liga. Puig trouxe ano passado, mas não chega a se comparar com Abreu. Agora, temos um dilema: em 2013, José Fernandez foi RoY na Liga Nacional; agora, Abreu na Liga Americana. E para 2015, a esperança cubana atende pelo nome de Yasmani Tomas. Pelo que dizem os gurus dos prospectos, é o rebatedor mais potente da ilha desde Alfredo Despaigne. Será que teremos outro cubano como RoY ano que vem?

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Clayton, Clayton. Ele tem tudo para ser o primeiro arremessador à ganhar o prêmio de jogador mais valioso da Liga Nacional desde Bob Gibson em 1968. E também o Cy Young. Sabe porque? Porque ele é o arremessador mais dominante deste século. Não tem quem se equipare com ele desde 2001. Os números dizem tudo. Olhe para o aproveitamento dos rebatedores sobre ele. O maior índice foi de 26,5% em 2008, sua temporada de novato. Depois, não passou de 21,4% em nenhuma das outras temporadas. Sem falar que ele pouco sofre lesões. Nesse ano, precisamente, ele desfalcou os Dodgers por algum tempo em abril, e quando voltou, dominou. Um ERA abaixo de 2 é para poucos. Duas temporadas com esse feito é pra pouquíssimos. Tenho certeza que Kershaw está fazendo valer cada dólar da sua extensão multimilionária da última offseason.

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NL Rookie Of The Year – Jacob DeGrom (New York Mets)

Infelizmente, a classe de novatos da Liga Nacional não ajudou nesse ano. Não que os novatos não sejam bons. Longe disso. Mas o potencial deles não foi mostrado totalmente nesse ano. Isso serve, por exemplo, para Billy Hamilton, que tem potencial para ser o melhor homem de leadoff da liga. Mas esse ano ele ainda está fazendo ajustes no bastão. E a falta de alguém que fosse dominante acabou revelando alguém que tinha um potencial que nem mesmo o seu próprio time acreditava que ele tinha. Jacob deGrom, que era shortstop na faculdade, vem surpreendendo tanto nesse ano que vai levar o RoY. Ele nunca foi um top prospect. Ele nunca foi um flamethrower. Um jogador que voou pelo farm system por 2 anos após uma cirurgia Tommy John. Mas ele persistiu. Nas Grandes Ligas, soube trabalhar a conta direito, trouxe um bom repertório e é um competidor nato. O resultado é a dominância. Quem gosta disso é os Mets, que tem em suas mãos uma nova Geração K com Matt Harvey, Zack Wheeler e Noah Syndergaard. Basta saber se o ataque vai ser digno para levar esse time pra frente nos próximos anos.

 

– Cassio Lyra – @MLBBrasil

AL MVP – Mike Trout (Los Angeles Angels)

São muitos home runs, muitas corridas impulsionadas. Muito se questiona sobre a sua paciência no bastão com um número alto de strikeouts e um número baixo de walks em relação a temporadas passadas. Mas mesmo assim, o TRUTA é o cara da Liga Americana e vai ganhar o MVP com apenas 23 anos.

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AL Cy Young – Felix Hernández (Seattle Mariners)

Talvez se Chris Sale não tivesse se lesionado, teríamos uma grande disputa pelo CY Young. Sendo assim, nada mais justo que o melhor arremessador da Liga Americana leve o prêmio. King Felix pode ter seu caso para levar o MVP, mas certeza que o CY Young é dele e estará em grande mãos.

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AL Rookie Of The Year – José Abreu (Chicago White Sox)

Nem mesmo as grandes atuações de Masahiro Tanaka pelos Yankees tiraram o impacto deste cubano atuando pelos White Sox. Abreu ficou um tempo na lista de contundidos, mas nem isso baixou sua produtividade no bastão. É muita potência e muitos Home Runs. Certamente os torcedores-sofredores dos White Sox tiveram o que comemorar nesta temporada.

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NL MVP e Cy Young – Clayton Kershaw (Los Angeles Dodgers)

Sei que a temporada de Giancarlo Stanton é monstruosa, digna de MVP, mas o que dizer de um arremessador canhoto que vai levar o título de ERA pelo quarto ano seguido e vai levar o CY Young. Sem contar o fato de ser o melhor arremessador do esporte e ainda está colocando os melhores números da carreira. Como muitos rebatedores que o enfrentam pensam: ‘Não é justo’. Seus números e suas aparições chegam no mesmo nível, ou até melhores, que a lenda Sandy Koufax. Desculpe Adam Wainwright, mas Kershaw vai levar seu terceiro CY Young em seis anos de Major League.

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NL Rookie Of The Year – Billy Hamilton (Cincinnati Reds)

Jacob DeGrom é um cara fantástico e Kolten Wong é o dono da segunda base dos Cardinals. Mas Billy Hamilton merece levar o calouro do ano pelo todo. Muito se questionou sobre seu aproveitamento chegando em base. Ele resolveu. Conseguiu rebatidas e até home runs. Nem é preciso citar sobre os roubos de base, porque isso ele é ótimo. Fora que se tornou um defensor confiável em meio a tantos erros dos Reds.

O mundo paralelo de Saints e Bills nesse início de temporada

Ok, ok. Passaram apenas duas semanas de temporada regular da NFL, mas vários fatos já começam a ser discutidos nesse começo de temporada, e dois deles são os começos de Buffalo Bills e New Orleans Saints, que surpreenderam bastante gente, inclusive a pessoa que escreve esse post. Mas vou tentar explicar o porque desse mal momento de New Orleans e o ótimo momento de Buffalo.

Jimmy Graham chateado após a derrota para os Browns no último domingo (AP Photo/David Richard)
Jimmy Graham chateado após a derrota para os Browns no último domingo (AP Photo/David Richard)

Comecemos com o New Orleans Saints. Um time bastante badalado durante a off-season, os Saints eram, ainda são, cotado por muitos um dos melhores times da NFL e que brigará sim por uma vaga no SuperBowl junto com Seattle Seahawks e San Francisco 49ers na Conferência Nacional, mas o começo de temporada com duas derrotas, com direito a uma para o grande rival Atlanta Falcons, são preocupantes.

Tudo bem que Drew Brees não está jogando mal, tanto que o Saints tem o 3º melhor ataque aéreo da liga, mas a defesa, principalmente a tal secundária tão badalada, está simplesmente irreconhecível. Os Saints tem a pior defesa contra o passe nessas duas primeiras semanas. Champ Bailey, Kenny Vaccaro, Jairus Byrd e Kennan Lewis é uma secundária que, pelo menos no papel, é pra ser uma das ou se não a melhor da NFL, mas parece que isso não veio à tona ainda.

Não sabemos o que acontece com a equipe de New Orleans, pois é uma equipe com vários jogadores muito bons, mas que não estão correspondendo. Pode ser um exagero, mas quem sabe podemos comparar este Saints com aquele tal “Dream Team” dos Eagles de Andy Reid, que tinha um time simplesmente amedrontador no papel, mas que não foi nem aos Playoffs.  Ok, são apenas duas semanas de temporada e muita coisa pode mudar, mas o problema é a oscilação dos Saints nas partidas. Contra os Falcons a equipe chegou a estar vencendo por 13 pontos, mas sofreu o comeback e perdeu.  O fato é que essa grande oscilação não pode acontecer para o time que sonha vencer mais um SuperBowl, e todos sabem que a franquia tem elenco pra isso.

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É só alegria em Buffalo! (Vaughn Ridley/Getty Images)

Esse é um time que, quem acompanha o EsportesUSA_ no twitter, disse para ficar de olho na temporada. Não, em nenhum momento disse que eles brigariam por Playoffs, até porque é um time bastante jovem, com várias promessas para o futuro da NFL… mas parece que esse futuro “chegou” agora, pelo menos é o que mostra esse início de temporada da equipe de NY.

Se você pega e vê os números dos Bills nesse início de temporada, não deverá se assustar muito, principalmente defensivamente, já que, em números puros, a equipe tem a 12ª PIOR defesa da NFL. Ofensivamente o time tem um desempenho apenas razoável, tendo apenas o 17º melhor ataque na temporada. Mas o fato que diferencia o Bills de vários times nesse começo é seu saldo de turnovers. O Buffalo Bills tem um turnover ratio de +4, ou seja, ele forçou quatro turnovers a mais que sofreu. A secundária parece não ter se abatido com a saída de Jairus Byrd, tanto que já fez três interceptações. Além disso, a pressão que os Bills tem feito contra os QBs adversários é gigantesca. Mesmo sem um dos seus pilares na defesa, Kiko Alonso, o time já aplicou 6 sacks nessas duas primeiras semanas. Isso mostra a força de Mario Williams e cia. 

O jogador que faz o ataque de Buffalo andar é CJ Spiller. A equipe tem 7º melhor ataque corrido da NFL, com 153 jardas corridas de média por jogo. Mas Spiller não serve “apenas” para correr. É um jogador bastante versátil em todos os setores do campo. É um ótimo recebedor entre os running backs da liga, além de retornar muito bem. Veja no GIF abaixo o touchdown de Spiller contra os Dolphins na última semana: 102 jardas!

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O tempo vai dizer se esse ótimo momento de Buffalo vai durar ou é só uma coisa passageira. Até porque eles ainda não enfrentaram um contender nessa temporada, mas sim duas equipes do mesmo nível e fizeram sua parte. Basta saber em duelos onde vai requer mais força, a equipe irá se virar bem. É uma equipe com potencial, mas, no meu ponto de ver, não passa de 7 vitórias na temporada.

Vladimir Tkachev: o russo que vem sendo a sensação do momento

Tkachev jogando o Jr Super Series (FOTO: reprodução)

Vladimir Tkachev já havia mostrado seu bom hóquei na QMJHL e MHL. Pela “segunda divisão” do hóquei russo, Tkachev teve bons 54 pontos (20g/34a) em 63 jogos, com ótimos +37 de plus/minus. Após boa passagem por seu país natal, o russo foi selecionado pelo Moncton Wildcats (QMJHL) no Draft da CHL na 39ª escolha geral.

Em sua primeira temporada jogando na América do Norte, Tkachev teve ótimos 30 pontos (10g/20a) em 20 jogos, um crescimento significativo de quando jogava ma Rússia. Mesmo assim, os times da NHL o esnobaram e o jovem talento virou agente livre.

O garoto de apenas 18, 1,76 m e 74 kg teve sua chance de mostrar que podia fazer parte de uma organização da NHL quando Edmonton o chamou para jogar o torneio Young Stars, realizado em Penticton, BC, Canadá, e não decepcionou. Foram 3 pontos, todos por meio de assistências, em 3 jogos. Além dos bons números passando, o Tkachev mostrou ótima presença no jogo, ao anotar 7 disparos e um plus/minus de +2. Além desses números, uma coisa que chamou bastante atenção em seu jogo foi sua capacidade de encontrar companheiros livres e fazer boas jogadas. Foi certamente um dos melhores do torneio.

Ontem, antes do terceiro e último jogo, Tkachev recebeu a notícia que Craig MacTavish, GM de Edmonton, o chamou para fazer parte do training camp do Oilers. Com isso, o russo terá a chance de brigar por uma vaga no elenco da equipe na NHL.

Mesmo que não consiga ir para a NHL agora, muito provavelmente Oilers irá mantê-lo em uma de suas filiais para que ganhe mais experiência e aprimore seus atributos físicos e técnicos.

NHL anuncia mudanças nas regras para a temporada 2014-15

A NHL anunciou nesta terça-feira (9) que algumas regras irão mudar já para essa temporada. São elas:
A NHL anunciou nesta terça-feira (9) que algumas regras irão mudar já para essa temporada. São elas:

Regra 1.8 – Rinque – Área Restrita do Goleiro

O trapézio será ampliado em dois pés (0,60 metros) na trave nos dois lados do gol.

Regra 23 – Penalidade por Game Misconduct

Foi criada uma nova categoria para Game Misconduct. Se um jogador fizer duas vezes das seguintes penalidades será expulso do jogo com um Game Misconduct: Hip-check, charging, cotovelada, interferência, joelhada, golpes na cabeça com o corpo ou com o taco. Tripping também vale para a regra se o jogador que o cometeu tentar interferir na jogada usando o seu corpo, braço ou ombro, mesmo que ele esteja com o disco primeiro.

Regra 24 – Penalty Shot

O movimento ‘Spin-O-Rama’, no qual consiste em o jogador girar o corpo em 360 graus para fazer o disparo, não será mais permitida, seja em disputa de penalidade ou penalidade durante o jogo.

Regra 38 – Julgamento da Revisão do Replay do Gol

A regra 38.4 foi modificada para que as Operações de Hóquei ajudem os árbitros nas chamadas de gol. A regra irá permitir que as Operações de Hóquei corrijam os árbitros nas situações em que a revisão por vídeo de “foi gol” ou “não foi gol” foi feita a partir de um erro. Também irão ajudar os árbitros em jogada de gol que os mesmos tiverem perdido o disco de vista.

As Operações de Hóquei irão exigir mais provas que uma marcação por “chutar o disco” não seja erradamente classificada como “gol” ou “não gol”.

Regra 57 – Tripping

A regra de ‘Tripping’ será revisada para fornecer que, especificamente, uma penalidade de dois minutos será avaliada quando o jogador que está defendendo se joga e comete o tripping usando seu braço, ombro corpo, independentemente se o jogador que cometeu a infração é capaz de fazer o contato inicial com o disco.

Mas, em uma situação que claramente resultará em um ‘penalty shot’, o jogador que está defendendo toca o disco antes de cometer a infração do tripping, não será contabilizado com o ‘penalty shot’. Porém, se o juiz entender que foi uma falta, a penalidade será limitada à apenas 2 minutos.

Regra 64 – Se jogar / Fazer cena

Caso o jogador se jogue ou faça uma cena e o árbitro entender que foi armado, o jogador que o fez e seu técnico serão punidos por multas. As multas serão avaliadas sobre uma escala graduada, cada vez que o jogador cometer a infração:

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 Regra 76 – Face-Offs

Para evitar que os jogadores atrasem a disputa do face-off após marcado o icing, em situações que o time que está defendendo é o culpado pela violação na disputa do face-off, na sequência de um icing, o jogador de defesa que é inicialmente alinha para o face-off será advertido, mas permanecerá na disputa pelo mesmo. A segunda violação da equipe que está defendendo no face-off irá resultar em uma penalidade de 2 minutos.

Regra 84 – Prorrogação

* As equipes irão mudar de lado no gelo para o início da prorrogação, válido pela temporada regular.

* Será feita uma limpeza (raspagem seca) no gelo antes do início da prorrogação, válido pela temporada regular.

* O procedimento que exige que o técnico apresente uma lista com os três primeiros cobradores dos pênaltis nos shootouts foi eliminado.

Regra 85 – Disco Fora do Gelo

O face-off permanecerá na zona de ataque mesmo que o time atacante for responsável pela paralisação do jogo se: (I) o disparo quebra o vidro; (II) o disparo desvia no gol e sai do gelo; (III) o disparo vai para as bordas ou vidro e o disco sai do gelo; (IV) o disparo é desviado por um companheiro de time e sai do gelo; e (V) o disparo fica preso na rede no exterior do gol.

Essa regra será usada na pré-temporada e, se aprovada pela Liga, será colocada na temporada regular.

Regra 1.9 – Lugares e Circulos de Face-off – Marcações do Gelo / Hash Marks

As hash marks e os círculos de face-off serão movidos a partir de 0,91 metros até 1, 5 metros, 17 centímetros à parte (marcações internacionais).

 

Obs: obviamente dá pra perceber que foi tirado do site da NHL. Mas como eu sei que quase ninguém tem saco pra ler em inglês, ainda mais um monte de palavras assim, resolvi fazer essa tradução. 

Saku Koivu anuncia sua aposentadoria do hóquei

Koivu jogou a maior parte de sua carreira no Canadiens (FOTO: reprodução)

Saku Koivu anunciou, nesta quarta-feira (10), sua aposentadoria do hóquei. O finlandês de 39 anos decidiu penduras os patins após uma temporada boa para um jogador de sua idade.

Koivu começou sua carreira no hóquei pelo TPS, time de seu país natal. Em 1993 foi escolhido como 22ª escolha geral no Draft pelo Montreal Canadiens, time onde fez história. Pelos Habs foram 14 temporadas, 9 delas como capitão. Passou seus últimos 4 anos com o Anaheim Ducks.

Não só pela sua boa carreira, Koivu é um verdadeiro vencedor. Em 6 de setembro de 2001 foi diagnosticado com Linfoma de Burkitt, um tipo de Linfoma Não-Hodgkins, que o fez perder parte da temporada. Ainda jogou alguns jogos finais da temporada e os playoffs, onde teve ótimos 10 pontos (4g/6a) em 12 jogos. Ao final dessa temporada recebeu o Bill Masterton Trophy, dado ao jogador que apresenta qualidades de perseverança, conduta esportiva e dedicação ao hóquei.

Na temporada seguinte à sua doença, já recuperado, Koivu teve uma das melhores temporada da carreira, anotando 71 pontos (21g/50a) em 82 jogos..

Uma verdadeira lenda do esporte, Saku Koivu deixou um legado de superação e vitória para o hóquei. Fará falta o eterno #11.

Números e prêmios da carreira de Koivu:

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O Giants saiu de 2013, mas 2013 não saiu dos Giants

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Mais uma temporada chegou, mas parece que o New York Giants não se livrou da “maldição” de 2013, principalmente Eli Manning. Na derrota para o Detroit Lions no último Monday Night Football por 35 a 14, Eli foi interceptado duas vezes, além de ter levado dois sacks. Foi simplesmente um jogo horrendo para NY. A secundária continua batendo cabeça, e sofreu ainda mais contra o melhor WR da liga. Veja no lance abaixo como, mesmo com o passe ruim de Stafford, Johnson consegue fazer a recepção sem praticamente ninguém por perto [GIF]:

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Não foi apenas nesse lance. No primeiro touchdown dos Lions na partida, Matthew Stafford saiu da pressão, quebrou um tackle que parecia certo e mandou a “bomba” para o Megatron. Quando Johnson dá o corte para o meio, Rodgers-Cromartie e outro jogador do Giants, que infelizmente não me recordo o nome, chocam-se um com o outro, deixando Megatron livre para anotar o TD. Não dá pra ver o choque entre os dois atletas da secundária de NY, mas sim Johnson indo sozinho anotar o primeiro touchdown do duelo [GIF, SB Nation]:

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São muitos erros para um time só. Manning ainda tenta se adaptar ao ataque estilo “West Coast” de Ben McAdoo, que são de passes mais rápidos, sem ficar tanto tempo com a bola nas mãos. A defesa continua batendo muito a cabeça, como já dito acima. Não duvido os Giants terem uma escolha Top 5 no Draft de 2015 e terminarem como último em sua divisão, mesmo tendo o fraquíssimo Washington Redskins. Caso Eli não se adapte e a defesa “conserte”, os Giants terão mais um ano bem complicado

14 jogadores para ficar de olho na temporada 2014 da NHL

Após muito tempo sem a NHL, a espera está acabando. A pré-temporada começa dia 21 de setembro e a temporada regular na primeira semana de outubro. Vamos listar aqui 14 jogadores para dar aquela olhada especial durante a temporada. Não vamos citar jogadores como Sidney Crosby, Alex Ovechkin, Corey Perry, etc, pois esses já são estrelas consolidadas na liga. O intuito do post é falar sobre jogadores que não tem o mesmo hype mas são ótimos jogadores.

 

14) Ryan Johansen (C, Columbus Blue Jackets)

O central canadense vive um impasse em seu contrato com o Blue Jackets, mas nada que atrapalhe sua temporada. Columbus precisa muito do jogador e, se quiser contar com seu talento, terá que pagar o que Johansen quer. 

A 4ª escolha geral de 2010 começou sua carreira na NHL com apenas 20 anos, o que atrapalhou um pouco seu desenvolvimento. Passou parte da temporada 2012-13 na filial Springfield Falcons e isso melhorou seu jogo. Veio para a temporada de 2013-14 mais preparado, mais maduro e fez o que se espera dele: gols. Foi o 11º da liga no quesito com 33 tentos em 82 jogos. Somados a boas 30 assistências, terminou a temporada com 63 pontos.

Johansen tende a melhorar e manter esses números por um bom tempo. Fiquem de olho no garoto de 22 anos.

 

13) Tomas Tatar (LW/RW, Detroit Red Wings)

Uma das maiores promessas da Eslováquia nos últimos tempos, Tomas Tatar está na organização do Red Wings desde 2009, mas só teve sua real chance na NHL em 2012-13. Passou a maior parte do tempo na filial Grand Rapids Griffins mas, quando chamado para o time principal, apresentou bons 7 pontos em 18 jogos, além de uma ótima temporada na AHL. 

Já consolidado no elenco de Detroit, Tatar veio para a temporada 2013-14 com altas expectativas. Mesmo jogando entre 2ª e 3ª linha, Tatar apresentou bons 19 gols em 73 jogos e um bom plus/minus de +12. 

As expectativas para 2014 são maiores ainda, onde tende a ter números melhores que na temporada passada.

 

12) T.J. Brodie (D, Calgary Flames)

Primeiro defensor da lista, T.J. Brodie passou a carreira toda alternando entre NHL e AHL. O canadense de 24 anos parece, finalmente, ter se consolidado no Flames. Ao lado do ótimo Mark Giordano, formaram uma das melhores e mais subestimadas duplas de defesa da liga.

Para essa temporada, já como presença garantida no elenco de Calgary, Brodie tende a melhorar muito mais seu jogo e ajudar o Calgary Flames.

 

11) Nicklas Jensen (RW/LW, Vancouver Canucks)

O sueco de 21 anos nem era cotado para jogar a última temporada mas, devido à alguns problemas que o Canucks estava passando, foi chamado e não desapontou. O garoto caiu como uma luva para a equipe de Vancouver, onde teve 6 pontos (3g/3a) em 17 jogos e ajudou os irmãos Sedin. 

A tendência é que Jensen jogue a temporada toda pelo Canucks e improve mais ainda seu jogo, além de ajudar demais o Canucks em sua reconstrução. 

 

10) Olli Maatta (D, Pittsburgh Penguins)

Uma das principais promessas do hóquei, Olli Maatta veio para sua primeira temporada em 2013-14 não só como um dos melhores calouros, como um dos melhores defensores de toda a liga. O finlandês de 20 anos mostrou muita maturidade para alguém de sua idade e apresentou ótimos números para a posição, com 9 gols e 20 assistências em 78 jogos, com um bom plus/minus de +8.

Maatta teve uma lesão no ombro há 4 meses atrás mas ao que tudo indica estará pronto para jogar em 2014. 

 

9) Luke Schenn (D, Philadelphia Flyers)

Schenn é uma das principais promessas da NHL, mesmo estando na liga desde 2008, quando foi selecionado como 5ª escolha. Um dos jogadores mais físicos da liga, Luke Schenn sempre desempenhou muito bem esse papel, com hits e, eventualmente brigas. Mas sempre teve um ponto fraco em seu jogo: o ataque.

Mesmo não sendo sua especialidade, para atingir maiores objetivos na carreira, Schenn precisa e parece estar melhorando no quesito. Em sua primeira aparição da carreira nos playoffs, o canadense se portou muito bem e teve um bom papel ofensivo para o Flyers, marcando um gol na série contra o Rangers, além de ter tido uma boa posse para os padrões – quase horrorosos – de Philadelphia. 

 

8) Sean Couturier (C, Philadelphia Flyers)

Um dos melhores atacantes-defensores da liga, Couturier tem tudo para ganhar um Selke na carreira mas, para isso, precisa melhorar seu jogo ofensivo. Teve sua melhor temporada na carreira em números ofensivos, onde marcou 39 pontos (13g/26a) em 82 jogos. Uma melhora boa, mas que precisa crescer ainda mais para se tornar um dos melhores em sua função na NHL.

 

7) John Gibson (G, Anaheim Ducks)

Um dos goleiros prospectos mais talentosos da NHL, John Gibson teve uma participação espetacular nos playoffs da temporada passada. O americano de apenas 21 anos tinha feito apenas 3 jogos na temporada regular, onde teve excelentes números, incluindo um shutout. Com a lesão de Frederik Andersen, Gubson foi chamado e, mesmo com Jonas Hiller no elenco, assumiu o posto de titular da equipe. Em seu primeiro jogo de playoffs da vida, contra o Kings, teve um shutout de 28 defesas, parando LA. Nos 3 jogos seguintes não caiu de rendimento e continuou jogando bem, mas não conseguindo evitar a derrota de Anaheim na série.

Com Hiller indo para Calgary, Gibson fica em definitivo no elenco do Ducks, brigando pelo posto de titular com Andersen durante a temporada.

 

6) Kari Lehtonen (G, Dallas Stars)

Um dos goleiros mais subestimados da NHL, sempre com temporadas consistentes, Lehtonen teve sua melhor temporada da carreira em 2013-14. Sendo uma das peças fundamentais do time de Dallas, o finlandês de 30 anos foi o 7º da liga em vitórias (33) e o que mais jogou (65). Contando com ótimos 5 shutouts e 1,735 defesas.

Com o Stars se fortalecendo ainda mais para essa temporada, principalmente com a aquisição do central Jason Spezza, podemos esperar outra grande aparição de Lehtonen.

 

5) Mark Giordano (D, Calgary Flames)

Mark Giordano é, discutivelmente, o jogador mais subestimado da liga. Sempre com boas temporadas, Giordano fez sua melhor temporada na carreira. Foram 47 pontos (14g/33a) que poderiam ter sido muito mais se não tivesse jogado 64 jogos.

Além desses ótimos números, Giordano foi um dos melhores jogadores da liga em posse (estatísticas avançadas – não consigo achar um site bom para ver as mesmas, por isso deixei em falta no post) e liderou o Calgary Flames.

Podemos esperar uma temporada ainda melhor, ainda mais se jogar mais jogos e formando dupla com o citado acima, T.J. Brodie.

4) Yevgeni Kuznetsov (RW/C, Washington Capitals)

Uma das maiores promessas do hóquei russo, Yevgeni Kuznetsov terminou seu contrato com Traktor Chelyabinsk da KHL e rumou aos Estados Unidos para jogar pelo time da capital. Em sua primeira temporada na NHL, o russo de 22 anos apresentou bons 9 pontos (3g/6a) em 17 jogos.

Já acostumado com o estilo do hóquei norte-americano, Kuznetsov tem tudo para crescer de rendimento e se tornar um dos melhores russos do jogo. 

 

3) Sean Monahan (C, Calgary Flames)

Sean Monahan, ao lado de Nathan MacKinnon, foi o jogador da classe de 2013 mais preparado para a última temporada. Com ótimos 22 gols, que só não foram mais por conta de uma lesão, Monahan esbanjou grande potencial para os próximos anos. 

O canadense precisa melhorar na parte do faceoff, mas na parte que ele faz bem, gol, podemos esperar grandes anos pela frente.

 

2) Nathan MacKinnon (C/RW, Colorado Avalanche)

Uma dos maiores talentos do hóquei, o atual vencedor do Calder Trophy, Nathan MacKinnon, chega com status de estrela para a próxima temporada. Além de sua performance na temporada regular, o garoto de 19 anos, 18 na época, surpreendeu a todos quando, em sua primeira participação nos playoffs, teve 10 pontos (2g/8a) em 7 jogos.

Estamos diante de um jogador que pode ter uma ótima carreira, conquistar títulos e prêmios individuais. Para essa temporada, MacKinnon está ainda melhor e mais forte. Certamente veremos ouro show do garoto.

 

1) Jonathan Drouin (LW, Tampa Bay Lightning)

 O ex-companheiro de time de Nathan MacKinnon na QMJHL, Jonathan Drouin é a melhor promessa do hóquei que ainda não jogou na NHL. O ala-esquerda, mesmo depois que MacKinnon foi para NHL, manteve o nível de seu jogo e teve mais uma temporada sensacional pelo Halix Mooseheads. Foram mais de 100 pontos em pouco mais de 40 jogos, além de um playoff magnífico.

Provavelmente veremos Drouin jogando na NHL essa temporada. Jogando ao lado de Steven Stamkos, podem formar uma das melhores duplas da liga, visto que a especialidade de Drouin é o passe e Stamkos é um dos melhores snipers da liga.

 

Outros jogadores para ficarem de olho:

– Jacob Trouba (D, Winnipeg Jets)

– Johnny Gaudreau (LW, Calgary Flames)

– Pekka Rinne (G, Nashville Predators)

– Jonas Hiller (G, Calgary Flames)

– Eric Gelinas (D, New Jersey Devils)

 

5 Perguntas para se responder na nova temporada da NFL

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A cada temporada que passa, várias perguntas ficam reservadas para serem respondidas no próximo ano. Pensando nisso, resolvemos “responder” algumas questões que devem ser questionadas durante esse início da nova temporada. 

MATT RYAN E OS FALCONS VOLTARÃO A BRILHAR?

"É, a coisa foi feia temporada passada"
“É, a coisa foi feia na temporada passada”

Podemos dizer que a maior decepção da temporada passada foi o Atlanta Falcons, certo? Dono da 2ª pior campanha da Conferência Nacional, os Falcões tentam esquecer o último ano, quando terminarem com o péssimo record de 4 vitórias e 12 derrotas (!), só não tendo uma campanha, na NFC, pior que o pífio Washington Redskins (3-13). Matt Ryan não terá a sua arma favorita e um dos melhores TEs da história, Tony Gonzalez, ao seu lado nesta temporada, já que Gonzalez se aposentou. Para suprir (ou tentar) a sua ausência, Bear Pascoe será o dono da posição. Vale ressaltar que Pascoe só tem UM TOUCHDOWN anotado em 5 TEMPORADAS na liga… é.

Matt Ryan teve uma temporada bem abaixo das suas últimas três temporadas. Ele tomou 44 (QUARENTA E QUATRO) sacks na última temporada, além de ter sido 17 vezes interceptado. A linha ofensiva foi simplesmente triste na última temporada. Para tentar consertar isso nesta temporada, os Falcons, que teve a 6ª escolha na 1ª rodada do último Draft, draftou o ótimo OT Jake Matthews, para tentar proteger mais seu QB. Julio Jones está de volta e deve voltar com tudo para auxiliar Ryan.

Resumindo: O tempo vai dizer se Ryan e cia vem para dar trabalho, principalmente para o New Orleans Saints que é um dos favoritos na NFC, ou se terá mais uma temporada de altos e baixos. Vale lembrar que temporada retrasada os Falcons chegaram na final da NFC, quando perderam para o San Francisco 49ers. Ou seja, a equipe passou de uma temporada ótima, para uma pífia. 

ATAQUE (AÉREO) DE SAN FRANCISCO FINALMENTE VAI APARECER?

Run, Kaep. RUN!
Run, Kaep. RUN!

O San Francisco 49ers é sempre uma equipe para ficar de olho, principalmente por sua defesa, que é uma das mais agressivas da liga. Mas não estou aqui para falar da defesa de San Francisco, e sim do ataque, mais especificamente do ataque aéreo, já que o terrestre é um dos melhores da liga, tanto que na temporada passada terminou como a 3ª melhor equipe correndo com a bola, perdendo apenas para Philadelphia Eagles e Buffalo Bills. 

Mas vamos falar de Colin Kaepernick e seus receivers. A equipe da Califórnia teve o 3º PIOR ataque aéreo na temporada passada.  Só não foi pior que New York Jets e Tampa Bay Buccaneers. Diferente de Jets e Bucs, o 49ers tem um QB confiável, novo e com um braço bem potente, mas o problema de Kaepernick são suas escolhas em algumas (várias até) chamadas. A falta de calma no pocket e a pressa em decidir as jogadas são alguns dos problemas do jovem QB de SanFran. Correndo com a bola ele é muito bom e tudo mais, mas sou uma das pessoas que gosta de um estilo antigo de QBs, aqueles que se fixam mais no pocket e se preocupam única e definitivamente em PASSAR A BOLA. Exemplos? Peyton Manning e Tom Brady.  

Os 49ers tiveram uma média de menos de 190 jardas aéreas por jogo na última temporada. Se você olhar em “passes para TD”, a equipe teve um número que não está entre os piores da liga (21), mas poucas jogadas de SanFran foram Big Plays ou Deep Passes, que são passes longos. Não, a maioria desses para TD foram já na redzone. Resumindo: Corriam com a bola o máximo que podiam e tentavam o passe na redzone, sabendo que a defesa adversária estava pronta para uma jogada corrida. Kaepernick tem sim um bom corpo de recebedores. Michael Crabtree, Anquan Boldin, Stevie Johnson e Brandon Lloyd formam um bom grupo de recebedores que tentarão ajudar o máximo Kaep nessa temporada. Crabtree como mais opção em jogadas de slot, já que nenhum outro WR tem essa habilidade. 

Agora que o rival de divisão, Seahawks, é a principal equipe da NFL no momento, os 49ers terão que equilibrar ataque e defesa durante a temporada para brigar pelo título de NFC West. O tempo dirá se o ataque vai aparecer, mas será que só isso basta pra “roubar” a primeira colocação de Seattle?

MALLETT OU FITZPATRICK: QUEM DARÁ CERTO EM HOUSTON?

Qual dos Ryan's fará (ou tentará) sucesso em Houston?
Qual dos Ryan’s fará (ou tentará fazer) sucesso em Houston?

Ryan Mallett foi adquirido pelo Houston Texans na última semana, em troca de uma escolha de condicional de 7ª rodada do Draft de 2016, que foi para New England. Tudo se encaminhava para que Ryan Fitzpatrick fosse o QB titular sem nenhuma dúvida, com apenas o calouro Tom Savage como seu backup. Bom, segundo Bill O’Brien, técnico dos Texans, Fitzpatrick vai ser o titular na primeira semana, mas a chegada de Mallett faz com que Fitzpatrick tenha uma pressão ainda maior nas costas pelo, fato de ter um QB que saiu da sombra de Tom Brady para buscar seu espaço em outro(s) time(s).

O ex-QB dos Patriots nunca teve muitas chances por conta da regularidade incrível de Brady. Ele teve uma ótima carreira no College, com números bons e tudo mais, mas as oportunidades não apareceram para Mallett. Percebendo que Mallett já estava pedindo as contas, os Patriots draftaram o jovem Jimmy Garoppolo, pensando no futuro, já que Tom Brady não deve jogar nem mais 5 temporadas na NFL. A troca ocorreu e agora Mallett tentará a sorte no Texas.

Ryan Fitzpatrick… esse nunca conseguiu tanto se firmar em alguma equipe, apenas no Buffalo Bills entre 2009 e 2012, onde até teve boas atuações, mas com alguma irregularidade. Aos 31 anos, Fitzpatrick chega a Houston para substituir o “sacrificado” Matt Schaub, que deixou a equipe rumo ao Oakland Raiders após a temporada ridícula no ano passado, quando a equipe só venceu duas partidas em 16 jogos. Irregularidade, como já dita acima, é o principal problema dele. Além do mais, Fitz terá um “duelo” contra um QB mais novo e que quer mostrar seu potencial na liga. Ele vai a campo na primeira semana (e provavelmente na segunda), mas caso não vá bem, O’Brien tem uma peça a ser usada no banco.

DÁ PRA SONHAR EM DETROIT?

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Detroit deve dar trabalho na temporada

Podemos dizer que a dupla que aparece a seguir é uma das melhores da NFL, certo? O problema é que só eles dois jogando bem é pouco numa divisão tão forte como é a NFC North. Pensando nisso, os Lions contrataram e bem nessa janela visando principalmente a defesa. Não foram reforços absurdos, mas que podem/devem ajudar a equipe na nova temporada. Rashean Mathis, James Ihedigbo e Darryl Tapp são reforços que chegam para ajudar mais ainda uma defesa que é boa, mas que ainda precisava de alguns peças.

Para o ataque a equipe acertou com o ótimo WR campeão do último Super Bowl, Golden Tate, e renovou com o RB Joique Bell e com o WR Kevin Ogletree. Com a chegada de Tate, Stafford terá mais um ótimo alvo nesta temporada, principalmente por Tate ser um bom slot receiver, coisa que faltava na equipe. Era bola pro alto que o Megatron se virava. Falando em Calvin Johnson, isso servirá para que o jogo não fique tão carregado no astro da equipe. 

Os Lions chegam mais fortes nesta temporada. Packers, Bears e, por fora, os Vikings chegam com equipes também reforçadas em busca de tornar mais equilibrada uma divisão que só foi decidir seu campeão na última semana na temporada passada. O tempo dirá se os Lions chegam pra ficar ou se será mais uma temporada complicada.

ELI MANNING VOLTARÁ A JOGAR BEM?

"Espero que não seja mais uma temporada ruim"
“Espero que não seja mais uma temporada ruim”

Não poderia faltar ele: Eli Manning. A última temporada do Manning mais novo foi simplesmente terrível. Quem nos acompanha no Twitter deve ter percebido o tanto de vezes que dissemos a expressão “Eli Manning foi interceptado!”. Isso não foi pra “pegar no pé” de Eli, mas isso aconteceu 27 VEZES durante a temporada passada, de longe a temporada onde Manning foi mais vezes interceptado. Além disso, Eli só passou para 18 TDs na última temporada, marca que só não foi pior que na sua temporada de calouro (6). 39: Esse foi o número de vezes que Eli foi sackado. Uma temporada pra esquecer totalmente.

Mas vamos falar da nova temporada. Novo começo e a espera da volta de Eli Manning (e dos Giants) às vitórias, certo? Bom, isso é uma incógnita. Hakeem Nicks foi a principal perca no ataque de NY, mas por outro lado a equipe re-contratou o WR Mario Manningham, além de ter draftado o promissor WR Odell Beckham Jr., mas será que só isso basta? Na proteção de Eli, os Giants contrataram o G Adam Snyder, ex-49ers, para substituir o também G Chris Snee, que se aposentou.

A parte azul espera uma temporada com mais vitórias e mais felicidades, mas ainda fico com receio de que Eli Manning não deve voltar a jogar o que jogou no começo dessa década. A idade não é mais a mesma, a mobilidade de sair do pocket não faz mais o mesmo efeito e o braço começa a pesar, ainda pra um jogador que já sofreu algumas lesões, sendo um deles no tornozelo. Favorito na divisão o time não é mais, mas QUEM SABE a equipe chegue nos Playoffs pelo Wild Card, coisa que ainda acho difícil. A temporada nos reservas grandes surpresas, e uma delas é a temporada de Eli Manning.

 

 

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